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O novo presidente do São Paulo FC, deu uma das mais preconceituosas declarações dos últimos tempos. Declaração essa que não serve aos dias atuais de time popular (assim como não cabe na nossa história), como bem demonstra o texto do companheiro e amigo, Márcio Funcia, com quem tive a feliz oportunidade de ver o Tricolor ser pela quinta ou sexta vez campeão brasileiro. Senhor Aidar, não em nosso nome!

 

Não senhor Aidar

Ganamos, perdimos, igual nos divertimos.

Eduardo Galeano

A famosíssima foto de Leônidas. Uma imagem simplesmente eterna captada por Alberto Sartini.

A famosíssima foto de Leônidas. Uma imagem simplesmente eterna captada por Alberto Sartini.

 

Antes de começar, adianto: sou são-paulino, desde que meu pai, único tricolor de uma família de espanhóis corintianos, levou-me pela primeira vez ao Morumbi, na ingenuidade de meus sete anos, para ver aquele time que guardei para sempre na memória, o timaço de Forlán, Dias, Pedro Rocha, Gerson e Toninho Guerreiro. Estádio lotado, as três cores vibrando em meus olhos, os gols, a festa da torcida, marcaram-me como uma tatuagem, definitivamente.

Ao longo dos anos, aprendi a amar o clube, como amo a literatura, o cinema, algumas mulheres, minha filha, minhas cadelas. Vi in loco algumas das partidas mais sensacionais de todos os tempos (ainda vejo o gol de Careca contra o Guarani em 1986, no apagar das luzes, que nos levou aos penaltys e ao título brasileiro) goleadas espetaculares (como um 6×2 contra o Palmeiras, em 1981), mas também sofri e chorei, como qualquer torcedor apaixonado depois de cada derrota.

Vibrei depois com Serginho Chulapa (maior artilheiro de nossa história); Muricy Ramalho (ídolo como jogador e treinador); Waldir Peres; Zé Sérgio (Felipão diria que o menino “tinha alegria nos pés”); Chicão (nosso primeiro “deus da raça”); o “monstro” Dario Pereyra; Pitta, Silas, Muller e Careca (que time aquele!); o meu maior ídolo como jogador, Raí; Toninho Cerezo (obrigado, principalmente pela simplicidade); Mestre Telê, o maior técnico que vi nesta trajetória de amante do futebol; Lugano (nosso segundo “deus da raça); o grande Mineiro e, por último, Rogério Ceni, que apesar de posições políticas muito distintas das minhas, fez por merecer seu lugar na galeria de nossos grandes ídolos.

Também aprendi a louvar e respeitar ídolos do passado, principalmente através das deliciosas narrativas de meu pai, que me ensinou que Leônidas só não foi maior que Pelé porque não havia a televisão (seria exagero?); que Zizinho nos encheu de alegria numa fase de vacas magras (e me dizia tonitruante, “este era o ídolo do Pelé”); que Canhoteiro, o “Garrincha” da ponta-esquerda, era mágico e insinuante, nosso anjo torto; que Bellini e Mauro Ramos, capitães da seleção, eram, um vigoroso, sério, o outro um beque clássico, elegante; que tivemos uma linha-média de causar inveja a qualquer clube do mundo, os três que passaram à história como um só, Ruy, Bauer e Noronha; que Sastre, o maestro argentino, comandou a reviravolta do tricolor, tornando-nos enormes, poderosos, como os co-irmãos Corinthians e Palmeiras e que Teixeirinha, foi o jogador mais regular de nossa história, até hoje o terceiro maior artilheiro do tricolor.

Enchi-me de alegria e orgulho com as vitórias e os títulos, os muitos paulistas (numa época que este título era importantíssimo), todos os Brasileiros, Libertadores e Mundiais que pudemos celebrar juntos, meu pai e eu, mas também sofri muito com as derrotas (principalmente aquelas para nosso maior rival, o Corinthians) e os títulos perdidos (especialmente o Brasileiro de 1981, que vi no Morumbi ser ganho por outro tricolor).

Não obstante, mais importante que tudo, foi o São Paulo que me ensinou a gostar do esporte, a apreciar grandes esquadrões, como o Flamengo do Zico; o Atlético do Reinaldo; duas vezes o Palmeiras, o da segunda Academia, de Ademir da Guia e Leivinha, e o de Evair e Edmundo, nos anos 1990; o Inter de Falcão (jogador mais elegante que vi jogar, junto com Zidane) e muitos outros, aqui e lá fora.

Mais que tudo, aprendi que o futebol é festa, que de alguma forma é uma metáfora da vida, ganhamos e perdemos, sorrimos e choramos, somos ao mesmo tempo pobres e ricos, selvagens e doces, egoístas e magnânimos. Que na cancha, somos todos iguais, negros e brancos, ricos e pobres, homens e mulheres, adultos e crianças. Que este momento, como ilustra magistralmente Eduardo Galeano, é único e o resultado do jogo é mera formalidade, o que importa é divertir-se.

Por tudo isso, e para não alongar-me demasiado, é que repudio veementemente as declarações de nosso novo presidente, o senhor Carlos Miguel Aidar. A “cara” do São Paulo Futebol Clube é a de todos estes personagens fantásticos que construíram esta história linda, não a dos “almofadinhas” que o dirigem. Leônidas, Canhoteiro, Zizinho, Bauer, Serginho, Mineiro, Muller, todos negros, pobres, oprimidos por esta mesma gente que diz-se “dona do clube”. Sim senhor Aidar, muitos deles não eram totalmente alfabetizados, nem tinham todos os dentes na boca, mas puseram o nome do São Paulo no panteão dos grandes. Essa suposta sofisticação, senhor Aidar, não se coaduna nem com nosso maior ídolo, curiosamente não um jogador, mas o maior treinador de futebol que já tivemos, Mestre Telê Santana. Homem simples, singelo, direto, quase o oposto destes janotas que se arvoram no direito de ser os grandes personagens do meu tricolor.

Não senhor Aidar, os verdadeiros artífices de nossa história são outros, e creio ser esta a razão de sua infeliz declaração: o senhor sabe disso tão bem quanto eu, e se morde de inveja por não estar nesta galeria. Viva com isso presidente e, por favor, cale a boca e trabalhe, ofereça sua humilde colaboração para que nossa história não se manche com sua verborragia preconceituosa e para que nós, são-paulinos de verdade, possamos seguir deleitando-nos com os grandes, alfabetizados ou ignorantes, banguelas ou dentados.

 

Marcio Otavio Colussi Funcia

Professor de Literatura

 

 

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Em 2009, o marqueteiro da campanha vitoriosa de Lula foi chamado à El Salvador para comandar o programa de TV, do candidato da FMLN (Frente Farabundo Martí de Libertação Nacional). A identidade entre as duas campanhas, vão muito além da histórica identidade entre o Partido dos Trabalhadores e a FMLN, como fica patente nas vinhetas das duas campanhas.

 

Foto: Daniel Angelim

São Paulo, quinta-feira a noite, 20 de março – Enquanto uma chuva torrencial anunciava o fim do verão, dentro do Teatro Oficina, cerca de 300 pessoas se reuniram para se manifestar pelo direito ao livre manifestar.

Organizado pela campanha “Por que o senhor atirou em mim?”, que discute a violência policial e defende a desmilitarização da polícia, o ato político cultural “Manifestar-se é um direito”, foi convocado a partir da petição eletrônica “Porque num Estado democrático manifestar-se é um direito!”.

O texto pede o fim do uso de armas letais em manifestações, das prisões para averiguação e da interferência no trabalho de jornalistas, advogados e socorristas. A petição exige também, o uso de identificação pelos policiais e a punição dos PMs que praticaram atos de violência física e psicológica. E se posiciona, claramente contra a lei antiterror e outras legislações que possam cercear o livre direito à manifestação.

 

Contra a repressão, a poesia

Com o microfone aberto aos participantes, foi ficando claro que aquele ato seria diferente dos tradicionais realizados pela esquerda e os movimentos sociais. Logo na primeira intervenção, o poema “Acordar coletivo” dispara: “rotina de reação ou ação intencional do Estado” e sugere “então vamos acordar e caminhar lado a lado”.

Foto: Daniel Angelim

Sérgio Vaz, da Cooperativa Cultural da Periferia (Cooperifa), lançou: “O chicote estrala, mas o povo não se cala”. E ironizou a violência policial na periferia, “vocês sabem que esse barato de bala de borracha, lá na comunidade tem muita gente com inveja disso, se tivesse bala de borracha muito mano estaria vivo”. Segundo Vaz, “milagres acontecem quando a gente vai à luta”.

 

Extermínio da Juventude Negra

Além das falas em defesa do direito à manifestação, um tema presente em grande parte das intervenções foi a violência policial, em especial a cotidiana, sentida na pele por jovens da periferia, em particular os negros, principais vítimas dos abusos de autoridade e dos assassinatos.

O rapper Dexter lembrou que o hip hop tem sido responsável por salvar a vida de milhares de jovens no Brasil e no mundo, mas ainda assim é discriminado, em especial pela polícia.

Os casos de Cláudia Silvia Ferreira, auxiliar de limpeza, que foi baleada e depois arrastada por 250 metros por um carro de polícia, e de Amarildo Dias de Souza, ajudante de pedreiro que foi preso, morto e teve o corpo desaparecido, também foram lembrados como vítimas da polícia.

 

Política e música

“A violência pessoal que sofri, de certa forma, é uma violência que atinge a todos, no dia 13 de junho, a PM não atirou contra o fotografo, atirou contra a sociedade. É uma violência que atinge a todos”, afirmou Sérgio Silva, fotógrafo que perdeu a visão de um dos olhos após ser atingido por uma bala de borracha.

Sarah de Roure, da Marcha Mundial das Mulheres, apresentou o vídeo “Que o Estado pare de invadir nossos corpos!”, que relata a revista vexatória realizada por policiais durante a abordagem à manifestantes durante protesto realizado em 25 de outubro de 2013.

Foto: Rodrigo Erib

Também falaram o deputado federal Ivan Valente e o Senador Eduardo Suplicy. Valente afirmou que apesar das manifestações recentes de junho, a sociedade tem observado o aumento da violência homofóbica, casos de racismo nos campos de futebol, além das nefastas posições de ruralistas contra a demarcação de terras indígenas e quilombolas. O deputado lembrou também o caso da manual do Ministério da Defesa que criminalizava movimentos sociais, “na nossa opinião, exército não tem que ir pra rua fazer nenhum tipo de guerra com a população”.

Já Suplicy, ao mencionar que algumas pessoas sentem saudade da ditadura militar e promovem marchas como a de 1964, recordou que além das mortes e torturas, o regime militar proibiu a livre manifestação, inclusive a cultural, como quando proibiram o show de Joan Baez no TUCA na PUC/SP. Ao lembrar do fato, entoou a canção da artista, “Blowin in the Wind” que marcou o movimento contra as guerras do Vietnã e Iraque.

 

Novo encontro marcado

As atividades da campanha prosseguem. No dia 1º de abril, data que marcará o 50º aniversário do golpe militar contra o governo de João Goulart, está sendo convocada uma manifestação que culminará na entrega de um documento no Ministério Público, cobrando a punição dos policiais que cometeram abusos e da petição no escritório da Presidência da República na Avenida Paulista.

As ações podem ser acompanhadas através da página: facebook.com/porqueatirouemmim?

Documento para debate interno no PT, elaborado por militantes petistas de diversascorrentes internas para diálogo com a direção e militância do partido.

1. O Partido dos Trabalhadores foi forjado nas lutas democráticas, por justiça social no Brasil. O PT construiu sua trajetória, ao longo dos anos, calcado na luta das ruas e, nos últimos 10 anos, com Lula e Dilma à frente da Presidência da República. Apresentamos políticas governamentais que elevaram a qualidade de vida do povo brasileiro, ajudando a elevar sua condição econômica, social, cultural e tirando milhões de famílias da miséria. Isso nos enche de orgulho como militantes petistas!

2. Porém, nosso partido ficou aquém da capacidade de compreender a necessidade de disputar à esquerda os valores, ideais e as pautas históricas forjadas nas lutas que derrubaram a ditadura. Essa incapacidade, aos poucos, abriu um vácuo enorme entre nós e os movimentos sociais, organizados historicamente pelo campo progressista.

3. Já há algum tempo, temos colocado que o PT tinha uma capacidade limitada dedialogar e organizar os anseios da Juventude:

“Contudo, uma constatação deve ser feita: a organização e o diálogo com a juventude nunca foi uma prioridade política para o Partido dos Trabalhadores. Essa identificação da juventude com o partido sempre esteve presente pelo caráter transformador da sociedade que o PT representa e pelo seu ineditismo com expressão política de esquerda no Brasil. Também pela sua forte inserção nos mais diferentes movimentossociais, ou seja, os jovens se identificam com nosso Partido em razão do seu programa geral e não porque o Partido tenha uma política voltada para a disputa deste setor. Se levarmos o problema de organização da juventude para nossaintervenção nos movimentos juvenis, a situação é aquém da capacidade demobilização real do PT. Hoje, não conseguimos ocupar em nenhuma das frentes de luta dos movimentos juvenis uma posição de centralidade. Atuamos de maneira fragmentada e, em geral, levando as disputas internas para o seio dos movimentos”

Resolução Concepção e Funcionamento, I Congresso da JPT, maio de

2008.

4. Considerando a nossa presença há mais de 10 anos no Governo Federal, há umagrande geração que não conhece o PT fora da institucionalidade. Associa a ele não maisa transformação, mas sim o status quo. Isso é agravado pela forte ofensiva da mídia natentativa de igualar o PT a demais partidos, em um senso comum despolitizador epotencialmente anti-democrático: “são todos iguais e corruptos”.

5. As manifestações organizadas a partir da pauta do “passe livre” merecem um olhar cuidadoso por parte das pessoas realmente preocupadas com o desenvolvimento dopaís.Para entendermos a sua complexidade, é preciso nos debruçarmos sobre a dinâmica das redes sociais, bem como de novos movimentos sociais, que não se alinham ao nosso tradicional campo democrático e popular. Além disso, há que se considerar atentamente o papel que a grande mídia cumpriu ao optar pela disputa do conteúdo políticos das mobilizações.

6. Longe de vermos o protesto de forma uniforme, houve um forte e rápido giro político e apropriação da pauta por setores organizados da direita. Isso se deu no interior das redes sociais, que possuem um alto poder convocatório.

7. Nela, como todos podem gerar e reproduzir informações, temos uma (falsa) sensação de igualdade e de estarmos falando entre pessoas com as quais confiamos. Afinal, a informação é repassada por vínculos de “amizade”. Contudo, assim como na mídia, há forte possibilidade de manipulação.

8. O que vimos hoje no Brasil é uma explosão de insatisfações com diversos problemas históricos existentes em nosso país. Ela aponta para transformações estruturais no capitalismo brasileiro em todas as esferas de governo, reivindicando mais eficácia no gasto público com transporte público, saúde e educação.

9. Certamente o PT e a esquerda precisam se debruçar sobre a pauta da reforma urbana e apresentar uma proposta que dispute corações e mentes da sociedade. A mobilidade urbana sempre foi pauta prioritária para discussão da esquerda e dos governos municipais do PT, pois está diretamente ligada à qualidade de vida dos trabalhadores brasileiros. É preciso ousar e enfrentar os verdadeiros cartéis que dominam as concessões de transporte em todo o país.

10. Alçamos uma importante vitória ao conseguirmos sediar a Copa das Confederações e do Mundo. No entanto, apesar das relevantes alterações nas estruturas de algumas cidades, em outras não ficou nítido para a população qual será o legado positivo que o Brasil deixará ao seu povo ao final das competições. É inegável o mal estar sobre os gastos e nós precisamos dar respostas dignas à população.

11.Mesmo com toda a ampliação da participação popular nas instâncias de representação política, afirmadas nas dezenas de conferências e conselhos de políticas públicas criados, não conseguimos, nos nossos dez anos à frente do governo federal,é preciso garantir espaços de vocalização das demandas que se colocam hoje, nas ruas. As manifestações na rua mostram que, embora tenha havido ganhos expressivos, falhamos no essencial: aproximar o cidadão dos processos de tomada de decisão sobre o dinheiro público. O PTprecisa ter papel ativo no interior do governo, na proposição de novos canais de participação democrática, em todos os setores governamentais, antenados com essa juventude que se expressa e se organiza pelas redes sociais, à esquerda e à direita.

12.Não conseguimos atrair para a militância petista essa parcela da juventude e dasociedade que, genuinamente, coloca suas insatisfações e sua crítica contundente ao sistema político e aos partidos. Sabemos que o PT é um dos partidos em que há maior democracia interna. As eleições diretas para nossas direções são prova disso. Mas, após tantas alianças com nossos adversários históricos, caímos na geleia geral da política institucional. E disso se aproveita a elite conservadora, a mídia irresponsável e setores puramente golpistas que, até então subterrâneos, começam a colocar a cabeça para fora. Essa aberração política fez os grupos assumidamente fascistas liderarem a massa contra as bandeiras e camisas de militantes do PT e outros partidos de esquerda, nas manifestações dos últimos dias, em várias capitais brasileiras.

13.Entendemos que, nas próximas semanas, será jogado o futuro do PT como poloagregador daqueles que permanecem em luta contra as injustiças e contra adesigualdade que – mesmo com todos os avanços – ainda permanece em nosso país.

14.Somos chamados nesse momento a resgatar nossa tarefa histórica: a de organizar nossa militância, de protagonizar a organização de um campo político e de construir com as entidades dos movimentos sociais uma agenda de reformas e mudanças populares para o país, passando pelo governo e pelas ruas, onde a verdadeira massa está à espera de respostas concretas.

15.Mais ainda: devemos atuar também no campo simbólico, ideológico, cultural e político. A falta de identificação da juventude com o PT passa por uma questão de cultura política, de formas e métodos do agir e governar. Nossa burocratização, interna e governamental, afasta a geração dos cidadãos conectados e colaborativos. Além de emprego, educação e saúde, o PT deve voltar a despertar utopia.

16.O partido deve fazer um apelo a todos/as entidades, movimentos, sindicatos, artistas, partidos, intelectuais, juristas, religiosos, enfim todos os cidadãos que,independentemente de suas opiniões políticas e ideológicas e, que estão preocupados com o que está acontecendo, se unam em torno da defesa da democracia, da liberdade de expressão e da livre organização das entidades do movimento social.

17.Cabe à atual direção do partido organizar e fazer chegar a todos os seus diretórios, bancadas parlamentares e aos governos municipais, estaduais e federal a seguinte pauta:

● Rearticular o campo democrático e popular pela defesa das conquistas dos governos Lula e Dilma.

● Aprofundar a campanha pela reforma política, com o financiamento público decampanha, retomando o compromisso radical do PT com a participação popular através da atualização de nosso programa participativo com as possibilidades abertas pelas novas tecnologias e difusão das redes eletrônicas.

● Trabalhar pela democratização dos meios de comunicação, ampliando canais deinformação e debate alternativos à mídia conservadora. Enquanto não garantirmos verdadeiramente a pluralidade de fontes de informação, o caráter público das concessões de rádio e TV, e o direito à comunicação do conjunto da população, não superaremos boa parte das fragilidades que nossa democracia mantém.

● Orientar a bancada federal à aprovação urgente de agendas como os 100% do pré-sal para educação.

● Incorporar o direito à mobilidade no Estatuto de Juventude, indicando paraimplementação do passe livre para juventude no transporte público.

● Dotar o país de uma malha de ciclovias e meios de transportes limpos, que permita a mobilidade com respeito ao meio ambiente.

● Cobrar do governo uma demonstração de guinada à esquerda em ações concretas e cobrar ampliação dos canais de diálogos do governo com os movimentos e a condenação pública imediata, da bárbara violência policial contra os manifestantes.

● Promover a desoneração tributária da classe trabalhadora e tributação das grandes fortunas.

● Enfatizar a laicidade do Estado e a defesa dos direitos humanos, bem como a promoção de igualdade entre homens e mulheres, negros e brancos e a garantia dos direitos da população LGBT. Podemos observar que esses são temas caros à juventude, que compõe parcela expressiva desses movimentos e se frustra quando vê suas reivindicações por cidadania e dignidade serem subordinadas aos caprichos dos setores conservadores que, desde a base do nosso governo, não encontram limites para buscar avançar sua agenda, à revelia do sentimento da nossa sociedade, inclusive.

18. Assim, conclamamos a direção do PT a organizar sua militância a lutar pelo legado

histórico que construímos nos últimos 33 anos. Não deixemos, por pura inoperância,setores historicamente conservadores retomarem o poder.

Em defesa das ruas, do povo e da nossa história.

FACEBOOK, 20 a 24 de Junho de 2013.

Assinam:

1.

Ademário Sousa Costa Vice-presidente da UNE 2001-2003. Diretório Estadual do PT da Bahia.

2.

Adriano Oliveira – vice-presidente da UNE 99/01 e SNJ 2000/01

3.

Afonso Tiago – JPT do PT Fortaleza de 2003 a 2004, e Sec. Juventude da Pref. de Fortaleza de2005 a 2012.

4.

Alex Piero, ex-conselheiro do Conselho Nacional de Juventude pela Pastoral da Juventude,atualmente na Secretaria Municipal de Cultura, São Paulo.

5.

Allan Rodrigo Alcantara (CA Psicologia 1999-2003, DCE 2001-2002, Psicólogo, ConselheiroRegional de Psicologia 2007-2009, Presidente da Federação das Associações de Moradores doEstado de Santa Catarina, Secretário de Relações Internacionais da Confederação Nacional dasAssociações de Moradores e Secretário Estadual de Formação Política do PT-SC)

6.

Anderson Batata – Foi Diretor da UEE-RJ e Secretário da JPT-RJ de 2001 a 2005

7.

Anderson Cunha Santos, Professor de História das Prefeituras de Contagem e BH, DCE-UFMG(1995-1996), CAHIS-UFMG (1996-1998), Secretaria Geral da FEMEH-1998, Presidente do D.A.FAFICH-UFMG (1998-1999), Coordenador do Setorial LGBT do PT-MG (2011-2012)

8.

Antônio Carlos Freitas, deputado estadual, 2• Vice presidente do PT CE, foi do coletivo estadual da JPT de 2005 a 2007.

9.

Alessandra Dadona, secretária de juventude do PT de SP 2008 -2010

10.

Alessandra Terribili – jornalista, cantora e poetisa – diretora da UNE (2003-2005), DE do PT-SP(2005-2007)

11.

André Rota Sena, Executiva da UNE – 2003-2005,

12.

André Brayner, advogado, foi coordenador do Festival das Juventudes da Prefeitura de Fortalezaem 2010 e 2011

13.

Alexandre Luís Giehl – Coordenação Regional II da FEAB (SC/PR), gestão 1999/2000

14.

Ariane Leitão, coletivo nacional de juventude do PT 2005/2008 e Vereadora suplente do PT/POA.

15.

Bob Calazans – Foi Vice Presidente da AMES de 99 a 2000 e do Coletivo da JPT-RJ, e é membro da Executiva Municipal do PT Rio

16.

Breno Cortella, vereador e presidente da Câmara Municipal de Araras/SP, secretário municipal daJPT 2001/2004.

17.

Bruno Elias – militante do PT, 1º Vicepresidente da UNE 2007/2009, Coordenador de RelaçõesInternacionais da JPT 2009/2011.

18.

Bruno Vanhoni Executiva da UNE 2005/2007; Coletivo Nacional de Juventude do PT

19.

Camila Vieira ( k k ) ENECOS ( 1999 a 2003), DCE UCB (2000 a 2004), Diretório Estadual do PT da Bahia

20.

Carla de Paiva Bezerra, é advogada e gestora, trabalha na SNJ/SG. Foi da DNJPT 2008-2011 eSecretária da JPT-DF 2008-2009 e do DCE UnB 2003-2004.

21.

Carlos Eduardo de Souza- secretário juventude do PT-SC 2002- atual secretário Geral PT Floripa

1.

20. Carlos Eduardo Amaral (Cadu) – ex-coordenador-geral do DCE/UFAL (2006-2007) e ex-diretor da

2.

UNE (2007 – 2009)

22.

Carlos Odas, secretário nacional de juventude do PT (1999/2001), Coordenador do ProjetoJuventude (2004), atual Coordenador de Juventude do GDF

23.

Carlos Henrique Viveiros Santos coordenador da JPT Gov. Valadares 2008 – 2010 e atual Diretorde Políticas Públicas de Juventude da Prefeitura Municipal de Gov. Valadares, Assessor Diocesano da Pastoral da Juventude.

24.

César Augusto Da Ros, CN – FEAB 97/98, professor do Departamento de Ciências Sociais,professor do Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Territorial e Políticas Públicas ePró-Reitor de Assuntos Estudantis da UFRRJ

25.

Charles Carmo foi diretor do DCE/UFBA e do CARB/UFBA

26.

Clarissa Rihl Jokowski, advogada, Presidenta do Diretório Acadêmico do Direito UCS Gestão 2005

27.

Cleberson Zavaski – CN-FEAB 98-99, Presidente da Associação de Eng. Agronomos do DF e PTDF

28.

Cledisson Junior diretor da UNE (2009-2011) conselheiro nacional de promoção da igualdade racial

29.

Daniel Feldmann – diretor da une (1999-2001)

30.

Daniela Matos – Diretora de Relações Internacionais da UNE 99/2001

31.

Danilo Chaves – FEAB 1999-2001, vice presidente UEE MG 2003-2004, PT-BH;

32.

Darlan Montenegro Executiva da UNE (1992-95) Professor de Ciência Política – UFRRJ

33.

Débora Cruz, jornalista, ex-JPT e do setorial de TI/PTDF

34.

Débora Mendonça, PT/CE, Coletivo de Mulheres Estadual PT/CE, Militante da Marcha Mundial dasMulheres

35.

David Barros, ex- presidente do Conjuve (2010-2011)

36.

Eduardo Valdoski, jornalista, ex-coordenador de comunicação (2008-10) e secretário nacional-adjunto da JPT (2007-08) e secretário municipal da JPT/SP (2003-05)

37.

Eliana Cacique – Coletivo Estadual da JPT-RJ de 2001 a 2005 e é membro da Executiva Estadualdo PT-RJ.

38.

Elida Miranda, jornalista, Regional ENECOS (2005), CUT- AL e Diretório Estadual do PT/AL

39.

Ellen Machado Rodrigues – Medica Sanitarista, DENEM 2003/2005 , AMERESP 2010/2011

40.

Erika Fernanda Viana – médica, DCE UFPB 2004/2005

41.

Fabiana Malheiros – DCE UFES, PT-ES.

42.

Fabiana Santos – Foi Presidenta do Grêmio Herber de Souza, do CA de Geografia da UGF, do Coletivo da JPT-RJ de 2001 a 2003 e é membro do Diretório Estadual do PT

43.

Fabrício Gomes de França Ambientalista. Tesoureiro Upes (95-97), secretario da JPT Santo André (98-2000). Atualmente Secretário Adjunto da Secretaria de Gestão dos Recursos Naturais deParanapiacaba e Pq Andreense da Prefeitura de Santo André

44.

Fábio Sanchez, sociólogo, ex-secretário nacional adjunto de Economia Solidária (2005-2011).

45.

Felipe Oliveira Lopes Cavalcanti, Médico Sanitarista, DCE UFPB 2004/2005

46.

Fernanda Teixeira – DCE UEMS, Vicepresidente da UEE/MS, JPT, MMM, C.E. Mulheres do PT -MS.

47.

Flávia Azevedo, jornalista, ENECOS, DCE UCB e JPT de 2003 a 2005

48.

Francielly Damas, farmacêutica, membro da Associação AFLORE – Associação Florescendo a Vida de Usuários, Familiares e amigos da Saúde Mental de Campinas

49.

Florentino Júnio, DCE/UnB (2010) e membro do Setorial de Saúde do PT/DF.

50.

Gabriel Ribeiro – Foi Secretário Estadual da JPT/RJ e membro do Coletivo Nacional da JPT de 2005 a 2008.

51.

Gabriela Gilles Ferreira – ABEPSS, JPT, PT-ES.

52.

Giliate Coelho Neto, médico de família e comunidade, coordenador geral da DENEM (2003),

53.

Graziele Rodrigues Duda – ENESSO, DCE UFES, UNE, JPT, PT-ES.

54.

Guido Rezende – radialista e blogueiro ex-diretor da UNE e UCE

55.

Guilherme Floriani – ME Esalq 98 a 2000

56.

Guilherme Guimarães de Azevedo – DCE- UFV (2007 e 2008); Dir. de Movimentos Socias da UEE-MG (2009/2011); 3º Vice-Presidente da UNE (2011/2013)

57.

Humberto de Jesus executiva da Ubes 1997/1999, RI da Une 2001/2003, ex-secretario nacional dejuventude do PT 2003/2004, atual secretario de desenvolvimento social, cidadania e direitos humanos de Olinda.

58.

Ingrid Gerolimich – Foi Coordenadora Geral da AMES-RJ em 2001 e Coordenadora Estadual de Juventude do Governo do Estado do RJ em 2002

59.

Isadora Salomão – Arquiteta e Urbanista, Ex-DCE UFBA e Coletivo de Mulheres do PT-BA

60.

Jacir João Chies, Coordenação Nacional da FEAB 2001/2002.

61.

Jean Tible, assessor da Fundação Friederich Ebert

62.

Jonas Valente – ENECOS, secretário-geral do Sind. dos Jornalistas do DF e militante do PTDF

63.

José Haroldo Thunder- Executiva Nacional de Ciências Sociais (1995-1997), DCE Puc Campinas(1996-1998), PT Votorantim

64.

João Maurício, Executiva Estadual do PT do RJ, UBES 2003

65.

Josué Medeiros – foi 1º vice-presidente da UNE (2005-2007), hoje professor de interpretações doBrasil da UFRJ

66.

João Brandão, UEE RJ (2003 a 2005),DCE da UFRuralRJ (2002 a 2007) Professor de educaçãofísica do Rio de Janeiro

67.

João Paulo Rillo, Deputado Estadual PT-SP, Presidente da UMES de São José do Rio Preto em 1994 e 1995;

68.

João Scaramella – CN FEAB 2002-2003

69.

João Vicente (Caixa d’Água) – Coordenador das Juventudes Metalúrgicas do ABC e da CNM/CUT 1997/1999, hoje membro do Setorial Jurídico do PT/SP e Secretário dos Assuntos Jurídicos e da Cidadania de Franco da Rocha/SP;

70.

João Wilson Damasceno, gestor cultural, foi secretario geral do DCE UFC em 2007/2008

71.

José (Zé)Ricardo Fonseca – Diretor da UNE 2001-2003- PT-DF

72.

Julian Rodrigues , PT-SP (UNE e JPT 1997-2003)

73.

Juliana Terribli, psicóloga, foi dirigente da JPT-SP 2008-2011

74.

Julio Ladeia, vicepresidente UPES 1995/97, ex-membro do Diretório Estadual do PT, militante do PT de São José do Rio Preto, coordenado do CEU Butantã , SP.

75.

Larissa Campos – secretaria adjunta da jpt-mg e DNJPT 2008/2011 1a dirt.de movimentos sociaisda UNE 2007/2009

76.

Léo Bulhões – Coord. Geral Executiva Nacional de Bio 1998-1999, Presidente DCE UFPE 2000-2001, Diretor UNE 2001-2003, atualmente Assessor Especial de Projetos Secretaria de Participação Social – Caruaru – PE.

77.

Karina de Paula (Kakau) – Membro da Executiva Nacional da JPT e Secretária Municipal da JPT de Rio Claro – SP

78.

Leandro Ferreira, Executiva da JPT-SP.

79.

Lívia Manzolillo, jornalista, foi Presidente do DCE UNIFOR de 2003 a 2004.

80.

Louise Caroline, Vicepresidenta da UNE 2005/2007; Vicepresidente do PT/PE

81.

Lourival de Moraes Fidelis, estudante de doutorado, UNICAMP, Bolsista de Estágio doutoral pelaCAPES, Universidade de Córdoba, Espanha

82.

Lucas Cassab Lopes – Dce UFJF 2005-2006, Cahist ufjf 2004-200, coletivo estadual de juventude2006-2008, tesoureiro do pt-jf 2007-2009,

83.

Luciana Mandelli – historiadora – UEE-SP (1999/2003), Col. Nac. JPT (2002/2005) e DR- PT-BA

84.

Marcio Ladeia, publicitário, assessor da CUT, UNE 2005/2007, vereador de São José do Rio Preto 2001/2004, UMES 1996/1999 e UPES 1997/1998 militante do PT.

85.

Marcos Asas – poeta e médico, Conselheiro Nacional de Saúde, presidente do DCE UPE “PauloFreire” 2004/2005, presidente AMERESP 2011/2012, diretor de Saude da ANPG

86.

Orlando Catharino, membro do coletivo estadual da jpt sp em 1991 e 1992

87.

Otávio Antunes – jornalista, Vicepresidente da UBES 1997/1999 PT Campinas

88.

Paulo Navarro – médico Sanitarista, DCE UFPB 2004/2005, presidente da AMERESP 2010/2011

89.

Pedro Gerolimich ex Vice Presidente da UBES 2003/2004 – Diretório Municipal PT/RJ

90.

Pedro Moreira Coordenação regional da feab (2002 e 2003), secretario estadual de juventude doPT/MG 2004 e 2005 e vice presidente de UEE/MG 2004-2005

91.

Pedro Tourinho – Vereador PT Campinas, Médico Sanitarista, professor PUC Campinas,DENEM2005/2006

92.

Pedro Vasconcelos – Ex Secretário da JPT RS 2005 2007. Membro do Coletivo Nacional de Cultura do PT.

93.

Penildon Silva Filho, professor da UFBA. DCE UFBA 1992-1993 e Diretor da UNE 1993-1995

94.

Rafael Barbosa de Moraes (pops), vice-presidente da UNE 2003/2005, secretário nacional dejuventude 2005/2008

95.

Renam Brandão – Secretário da JPT-BA 01/03, Executiva dos Estudantes de CEFETS 97

96.

Rídina Motta Diretora LGBT UNE 2009 /2011

97.

Rodrigo Abel, Secretário nacional de juventude do PT 2000/2003

98.

Rodrigo Campo, ex-Tesoureiro do PT-RS, de 2005 a 2007.

99.

Romeu Morgante, ex presidente da umes santo andre e diretor da ubes 1998/99 umes, 99/2001UBES

100.

Rodrigo Rubinato “Cabelo” – Coordenador da Ames – RJ em 2003, Secretário-geral da FEMEH em2004

101.

Rodrigo Salgado, Professor e Advogado. Ex-coordenador da FENED, Coordenador do DAJMJr

102.

Samuel de Mesquita – Ex-presidente da UENI, Ex-presiidente da ARES, Ex- vice-presidente baixada da UEE/RJ, Ex-presidente do DA de Direito da UNIABEU

103.

Sávio José, vereador PT – Viçosa-MG.

104.

Serena Reis – CN FEAB 2002-2003, analista ambiental do Instituto Chico Mendes de Conservaçãoda Biodiversidade – ICMBio/MMA

105.

Sérgia Garcia, diretora da UPES gestão 1998, medica formada em Cuba, militante da AssociaçãoMédica Nacional – (AMN-MF)

106.

Sergio Godoy, professor de Relações Internacionais da Fundação Santo André, ex membro docoletivo nacional da JPT, ex Secretário Geral da UPES

107.

Tássia Rabelo – Ex-Presidenta do CA da FGV, Ex-diretora do DCE da UERJ, Ex. Membro daExecutiva Nacional da JPT

108.

Tassio Brito coordenador geral DCE UESC(2007-2009), 2 diretor de RI da UNE(2008-2009, direção nacional da jpt(2008-2011) 3 Vice Presidente da UNE(2009-2011)

109.

Tatiana Oliveira diretora de mulheres da une 2005-2007

110.

Tatiana Zocrato – DCE PUC-MG 2002-2004 , Vice-Presidenta UEE-MG 2004-2009 , SEJPT-MG 2008-2011

111.

Thomás Ferreira CN ABEEF 2003/2004 Coord. Geral DCE/UFV 2005

112.

Ticiana Studart, SNJ PT 2003 a 2005, da secretaria nacional de mulheres do PT de 2005 a 2007, e membro da executiva do PT CE;

113.

Verônica Lima, vereadora de Niterói, executiva da UBES 1997/99

114.

Veronica Maia, advogada, militante da RENAP, foi da SNJ PT de 2005 a 2007.

115.

Vinicius Cascone – FENED, advogado, militante do PT, Campinas/SP

116.

Vinícius de Lima – ex-coordenador nacional de comunicação da JPT e Presidente do DCE daEstácio de Sá – ES (2007), foi membro do Diretório Estadual do PT ES (2008) e do Movimento Não é só uma passagem (2005 – ES)

117.

Vinícius Ghizini, historiador, Secretário Adjunto JPT/Macro Campinas e Secretário Municipal JPT/Americana.

118.

Vinicyus Sousa – Ex – Diretor da executiva estadual da JPT – BA

119.

Wagner Romão, sociólogo, ex-presidente do Diretório Zonal de Pinheiros (São Paulo) – 2005 a 2007.

120.

Wanderson Pimenta, ex- coordenador geral do DCE – UFBA (2012).

121.

Wladia Fernandes, coordenadora LBGTT do PT CE foi da JPT de 2005/09

122.

Wenderson Gasparotto, ex diretor da UEE-SP (1997/2001)

123.

Wesley Francisco, DCE UFV, CA História/UFBA, FEMEH, UNE(2003) Coletivo Nacional LGBT.

Segue um relato/reflexão de um companheiro petista que está acompanhando de perto as mobilizações em São Paulo. Acho que está correta, temos de aproveitar a mobilização social, a pressão das ruas para acelerar as mudanças do Brasil, e como ele diz “que esse país precisa de mudanças estruturais, só melhorismos (por tão bom que sejam) não são suficientes”.

Primeiro: todos os petistas que conversei (com P maiúsculo), saudaram a volta às ruas das pessoas. Digo pessoas e não povo, porque não é exatamente o POVO que está na rua. Ainda. Em SP ao menos a maioria é classe média, branca. Não desqualifica, não deslegitima, apenas constata.

Segundo: não temos que temer pessoas na rua. O que precisamos é uma resposta política rápida. Os governantes do PT não são da “classe política”, nem preciso aqui falar disso, eles representam um projeto de transformação e quando pessoas saem na rua esse projeto tem que adquirir uma velocidade maior na sua implementação.

Terceiro: Tá um clima estranho no ar sim. Seja nas ruas, seja nas redes, é perceptível a tentativa de enfiar a Dilma nisso a qualquer custo. A Veja, a Globo tentaram nos últimos anos colocar as pessoas a qualquer custo na rua contra corrupção e contra o PT, vão tentar de novo. Em São Paulo, além do relato do Vianna, que é verdade e eu estava no mesmo lugar que ele, posso dizer, não sobra pra ninguém, PT, PSDB, Globo, todos são xingados…

Enfim. Seguimos hablando, mas com certeza o que podemos dizer é que esse país precisa de mudanças estruturais, só melhorismos (por tão bom que sejam) não são suficientes, nem mais justificativa para a SEXTA economia do mundo não dar respostas a questões sociais tão básicas!

E desculpem a franqueza, o PT não sabe o que dizer sobre isso… Espero que consigamos ajudá-lo!

moedaempeEm 1936, deu Palestra Itália. Em 1937, 38 e 39, deu Corinthians. Em 1940, Palestra Itália. Em 1941, Corinthians. Em 1942, Palmeiras (o antigo Palestra Itália).

O campeonato paulista era assim: jogava-se uma moeda para o alto, se desse cara era Palmeiras campeão, se desse coroa, o Corinthians levava a taça. E o São Paulo FC? Só se a moeda caísse em pé.

E em 1943, há 70 anos, o improvável aconteceu: a moeda caiu em pé! E desde então, ano sim, ano não, o São Paulo é campeão!

Leia a história completa no post “Quando a moeda caiu em pé – Por Dr. Catta-Preta”

Miruna, filha do companheiro José Genoino, divulgou uma carta que compartilho aqui. Na minha opinião, de todos os condenados pelo STF, a maior injustiça recaiu sobre ele. Genoino é um homem da política, todos que conviveram com ele no Diretório Nacional do PT quando ele foi presidente (como eu, que era funcionário da Secretaria dos Movimentos Populares), sabe que ele não tratava dos assuntos relacionados as finanças. Assinou sim, de forma solidária os empréstimos feitos pelo PT (e inclusive quitados recentemente), mas não negociou financiamento de outros partidos. Genoino está sendo injustiçado e ele e sua família tem minha solidariedade.

A coragem é o que dá sentido à liberdade

Com essa frase, meu pai, José Genoino Neto, cearense, brasileiro, casado, pai de três filhos, avô de dois netos, explicou-me como estava se sentindo em relação à condenação que hoje, dia 9 de outubro, foi…confirmada.

Uma frase saída do livro que está lendo atualmente e que me levou por um caminho enorme de recordações e de perguntas que realmente não têm resposta.

Lembro-me que quando comecei a ser consciente daquilo que meus pais tinham feito e especialmente sofrido, ao enfrentar a ditadura militar, vinha-me uma pergunta à minha mente: será que se eu vivesse algo assim teria essa mesma coragem de colocar a luta política acima do conforto e do bem estar individual? Teria coragem de enfrentar dor e injustiça em nome da democracia?

Eu não tenho essa resposta, mas relembrar essas perguntas me fez pensar em muitas outras que talvez, em meio a toda essa balbúrdia, merecem ser consideradas…

Você seria perseverante o suficiente para andar todos os dias 14 km pelo sertão do Ceará para poder frequentar uma escola? Teria a coragem suficiente de escrever aos seus pais uma carta de despedida e partir para a selva amazônica buscando construir uma forma de resistência a um regime militar? Conseguiria aguentar torturas frequentes e constantes, como pau de arara, queimaduras, choques e afogamentos sem perder a cabeça e partir para a delação? Encontraria forças para presenciar sua futura companheira de vida e de amor ser torturada na sua frente? E seria perseverante o suficiente ao esperar 5 anos dentro de uma prisão até que o regime político de seu país lhe desse a liberdade?

E sigo…

Você seria corajoso o suficiente para enfrentar eleições nacionais sem nenhuma condição financeira? E não se envergonharia de sacrificar as escassas economias familiares para poder adquirir um terno e assim ser possível exercer seu mandato de deputado federal? E teria coragem de ao longo de 20 anos na Câmara dos Deputados defender os homossexuais, o aborto e os menos favorecidos? E quando todos estivessem desejando estar ao seu lado, e sua posição fosse de destaque, teria a decência e a honra de nunca aceitar nada que não fosse o respeito e o diálogo aberto?

Meu pai teve coragem de fazer tudo isso e muito mais. São mais de 40 anos dedicados à luta política. Nunca, jamais para benefício pessoal. Hoje e sempre, empenhado em defender aquilo que acredita e que eu ouvi de sua boca pela primeira vez aos 8 anos de idade quando reclamava de sua ausência: a única coisa que quero, Mimi, é melhorar a vida das pessoas…

Este seu desejo, que tanto me fez e me faz sentir um enorme orgulho de ser filha de quem sou, não foi o suficiente para que meu pai pudesse ter sua trajetória defendida. Não foi o suficiente para que ganhasse o respeito dos meios de comunicação de nosso Brasil, meios esses que deveriam ser olhados através de outras tantas perguntas…

Você teria coragem de assumir como profissão a manipulação de informações e a especulação? Se sentiria feliz, praticamente em êxtase, em poder noticiar a tragédia de um político honrado? Acharia uma excelente ideia congregar 200 pessoas na porta de uma casa familiar em nome de causar um pânico na televisão? Teria coragem de mandar um fotógrafo às portas de um hospital no dia de um político realizar um procedimento cardíaco? Dedicaria suas energias a colocar-se em dia de eleição a falar, com a boca colada na orelha de uma pessoa, sobre o medo a uma prisão que essa mesma pessoa já vivenciou nos piores anos do Brasil?

Pois os meios de comunicação desse nosso país sim tiveram coragem de fazer isso tudo e muito mais.

Hoje, nesse dia tão triste, pode parecer que ganharam, que seus objetivos foram alcançados. Mas ao encontrar-me com meu pai e sua disposição para lutar e se defender, vejo que apenas deram forças para que esse genuíno homem possa continuar sua história de garra, HONESTIDADE e defesa daquilo que sempre acreditou.

Nossa família entra agora em um período de incertezas. Não sabemos o que virá e para que seja possível aguentar o que vem pela frente pedimos encarecidamente o seu apoio. Seja divulgando esse e/ou outros textos que existem em apoio ao meu pai, seja ajudando no cuidado a duas crianças de 4 e 5 anos que idolatram o avô e que talvez tenham que ficar sem sua presença, seja simplesmente mandando uma palavra de carinho. Nesse momento qualquer atitude, qualquer pequeno gesto nos ajuda, nos fortalece e nos alimenta para ajudar meu pai.

Ele lutará até o fim pela defesa de sua inocência. Não ficará de braços cruzados aceitando aquilo que a mídia e alguns setores da política brasileira querem que todos acreditem e, marca de sua trajetória, está muito bem e muito firme neste propósito, o de defesa de sua INOCÊNCIA e de sua HONESTIDADE. Vocês que aqui nos lêem sabem de nossa vida, de nossos princípios e de nossos valores. E sabem que, agora, em um dos momentos mais difíceis de nossa vida, reconhecemos aqui humildemente a ajuda que precisamos de todos, para que possamos seguir em frente.

Com toda minha gratidão, amor e carinho,

Miruna Genoino

09.10.2012