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Archive for setembro \10\UTC 2018

ciro-haddad-boulosA pesquisa do Ibope, divulgada na semana passada, foi a primeira depois da decisão do TSE de excluir o ex-presidente Lula da disputa e o resultado assustou os eleitores progressistas e de esquerda.

Com 22% das intenções de voto no primeiro turno e cerca de 1/3 do eleitorado no segundo, o atentado a Bolsonaro transformou o susto em desespero.

A reação observada durante o final de semana nas redes sociais foi a antecipação, em 27 dias, da declaração do voto útil. Vimos militantes, artistas e esportistas declarando apoio a Ciro Gomes.

A pesquisa Datafolha, que acaba de ser divulgada, demonstra claramente isso: com o campo realizado hoje, Ciro alcançou 13%.

No entanto, quem também cresceu (e muito) foi Fernando Haddad, saltando de 4% para 9% (na pesquisa do Ibope de quarta passada, ele já tinha saído de 4% para 6%). Isso sem o PT anunciar a substituição de Lula pelo ex-prefeito de São Paulo, o que deve acontecer nesta terça-feira. E essa deve ser a tônica até o dia da eleição: Haddad crescendo em direção ao patamar dos votos de transferência de Lula (que no último Ibope chegou a 39%).

Ou seja, HAVERÁ um candidato do campo progressista para votar no segundo turno. E esse candidato será Haddad (se não houver nenhuma hecatombe).

Acredito que nas próximas pesquisas ele já estará com dois dígitos e chegará na semana final de campanha na casa dos 20%, alcançando 25% dos votos válidos na urna.

É natural que diante do golpe e do desastre que foi o governo Temer as pessoas do nosso campo fiquem ansiosas para garantir a presença de alguém no segundo turno que possa derrotar as medidas tomadas nos últimos dois anos. No entanto, esta campanha é muito diferente das demais, temos a ressaca do golpe, o impedimento de Lula e um elemento novo: uma campanha muito curta. Com as mudanças feitas no Congresso, são 45 dias para os candidatos pedirem votos e, pasmem, ainda não chegamos nem a metade desse período, ou seja, há ainda muita coisa pra acontecer.

O primeiro turno deve servir para a gente afirmar valores e propostas que são representadas pelo candidato que mais nos identificamos.

O voto útil, se for o caso de fazê-lo, deve se definir na véspera da eleição. E com a perspectiva de uma ida tranquila de Haddad, o voto poderá ser mais ideológico, fortalecendo posições mais à esquerda.

Eu pessoalmente, votarei em Boulos, que é a opção nesse primeiro turno que fala o que precisa ser dito.

Sobre a disputa na direita, fica para outro post, mas não há nada definido ainda.

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