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Archive for abril \19\UTC 2011

Está previsto para acontecer este ano o 2º Congresso da Juventude do PT, será um momento importante para avaliar o que avançou, o que faltou avançar e principalmente reaquecer no partido o debate sobre a organização da juventude.

 

Sem dúvidas, a realização do 1º Congresso da JPT foi a grande acontecimento na vida da juventude partidária, pelo menos, na última década.

 

Mas o que talvez alguns não saibam é que para chegar no primeiro congresso tivemos de passar pelo terceiro, no caso, o 3º Congresso do PT, em setembro de 2007, ou oito meses antes da etapa nacional do nosso congresso.

 

Aqui você confere o material que panfletamos aos delegados. Como parte da tática para ter uma forte presença de jovens no congresso do partido, realizamos dias antes uma jornada de formação política, que foi fundamental para preparar a nossa turma para convercer os delegados. Além disso, precisou muita pressão para que além de aprovada a resolução de juventude, houvesse defesa da proposta em plenário, feita pelo companheiro Rafael Pops.

 

Enfim, foi muito bom. O desafio agora é realizar processo similar e retomar o nível de formulação daquele momento. O encontro estatutário pode ser um bom momento…

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Emir Sader publicou artigo muito interessante em seu blog, a despeito da grande imprensa buscar afirmar diferenças entre os governos Lula e Dilma, a realidade é que a presidenta realiza um governo de continuidade no fundamental do anterior, que busca na medida das possibilidades aprofundar o processo de revolução democrática no Brasil. O artigo de Emir busca situar as coisas em seu devido lugar, sem escamotear os problemas, altamente recomendado a leitura para compreender o que se passa no país nos 100 dias de governo Dilma.

Dilma como sucessora de Lula

Emir Sader

Os 100 dias podem ser representativos ou não de um governo. Pela primeira vez temos uma presidenta eleita como sucessora e não como oposição, dando continuidade a um governo de sucesso sem precedentes na história politica brasileira e ao maior líder popular do país depois de Getúlio Vargas.

A posse de FHC chegou a ser saudada pelo principal órgão tucano na imprensa com um caderno especial que anunciava a “Era FHC” – deferência que Lula que, sim, instaurou uma nova era no país, não recebeu – e que se perdeu na intranscendência, quando foi ficando claro que FHC era apenas o capitulo nacional dos presidentes neoliberais da região, acompanhando a Menem, Fujimori, Carlos Andrés Perez, Salinas de Gortari, entre outros, no fracasso e na derrota.

O balanço dos 100 primeiros dias de Lula prenunciava as armadilhas em que cairiam seus críticos, tanto à direita, como à esquerda. Os primeiros buscaram desconstruir sua imagem de representante do movimento popular, dando ênfase à continuidade e à dissolução assim das novidades tanto tempo anunciadas pelo PT, especialmente a prioridade do social. Os críticos de esquerda se apressaram, numa linha similar, a dissolver o governo Lula num continuismo coerente com o governo neoliberal de FHC, apelando para os tradicionais epítetos de “traição”, ”capitulação”, ”conciliação”. O governo Lula estava condenado, pelas duas versões, já nos seus primeiros 100 dias.

O enigma Lula – título do capitulo do meu livro “A nova toupeira” que analisa o “decifra-me ou te devoro” em que constituiu Lula para seus adversários – não tardaria em descolocar esses críticos de direita e de ultraesquerda e derrotar a ambos. Não por acaso na sua sucessão ambos se aliaram contra ele, seja pela força popular que este havia adquirido, seja porque disputavam os supostos méritos de derrota-lo pela campanha de denuncias.

Ambos foram derrotados, quando ficou claro que os 100 primeiros dias eram transição da “herança maldita” – uma espécie de acumulação primitiva – para a geração das condições de um modelo econômico e social de retomada do desenvolvimento e de distribuição de renda, que responderia pelo sucesso inquestionável dos dois governos Lula.

Os 100 dias do governo Dilma são inéditos, por serem continuidade de um governo e de uma liderança de sucesso inéditos no Brasil e, de alguma forma (como apontou Perry Anderson em seu artigo sobre O Brasil de Lula, na London Review of Books), no mundo. Discutia-se, há alguns meses, o que seria o pós-Lula: se o oportunismo de Serra ou o “poste” da Dilma. Nem um, nem outro.

Da mesma forma que a anunciada ruptura de Lula em relação a FHC fez com que se pusesse a ênfase nos elementos de continuidade , deixando de lado as rupturas na politica internacional – com a consequente e transcendental reinserção do Brasil no campo internacional – e as novas politicas sociais que começavam a se esboçar e a ganhar prioridade -, agora se busca destacar as diferenças. Os dois enfoques se equivocaram e se equivocam: o governo Lula não foi continuidade do governo FHC e o governo Dilma não é de ruptura em relação ao governo Lula.

Os elementos essenciais do governo Lula se mantem e se reforçam com Dilma: o modelo econômico e social sofre as adequações que o próprio Lula teria feito, a partir de elementos novos, como a conjuntura econômica internacional, com os fatores cambiários em continuidade com o peso que foram tendo ao longo dos últimos dois anos, em particular. O governo busca enfrentar seus desafios, na estreita ponte entre evitar o descontrole inflacionário, sem aprofundar os desequilíbrios na balança comercial, circunstância que tem no manejo da taxa de juros e de outros instrumentos contra a valorização excessiva da moeda suas difíceis alavancas. O governo Lula não teria feito nada de muito diferente, não por acaso há continuidade nos cargos econômicos, até com maior homogeneidade, pelas mudanças no Banco Central.

Da mesma forma que as politicas sociais preservam seu papel central no modelo que articula o eixo fundamental do governo: desenvolvimento com combate às desigualdades sociais. O PAC continua blindado aos ajustes orçamentários, mantendo seu papel de motor geral do governo na continuidade da expansão econômica e do resgate da pobreza e da miséria no plano social. As adequações do núcleo central do governo melhoraram a harmonia e a capacidade de gestão do eixo essencial que dá continuidade às realizações do governo Lula.

As mudanças tem que ser abordadas no seu marco específico. As da área da saúde se destacam como claramente positivas e dinamizadoras naquele que é um dos problemas sociais mais graves do país – a saúde pública. A Secretaria de Direitos Humanos , em continuidade com o mandato anterior, ganha nova dimensão e capacidade de iniciativa, que a projeta para o centro dos objetivos políticos do governo, com a Comissão da Verdade. O IPEA, felizmente, dá continuidade ao extraordinário trabalho que vinha desenvolvendo. O Ministério das Comunicações, por sua vez, passa a integrar-se nos objetivos fundamentais do governo, assumindo tarefas essenciais na democratização das comunicações no país.

Os problemas – que abordaremos em artigo posterior – têm que ser abordados neste marco: o da continuidade do governo Dilma com o governo Lula, para não se perder em visões impressionantes, ou que isolem aspectos parciais da totalidade do governo ou que se deixem levar por fáceis abordagens jornalísticas – que costumam cair na visão descritiva, nas aparências, sem capacidade de analise politica de fundo e na proporção de vida, das questões.

Os problemas – para enunciá-los já – residem na área econômica: nas dificuldades das medidas de adequação, sem colocar em risco os objetivos centrais do governo. Nas condições socais de realização das obras do PAC – os problemas sociais mais graves que o governo enfrenta. Nos matizes da politica internacional. E na politica cultural.

Mas o principal avanço do governo Dilma está na sua capacidade de ampliar o potencial hegemônico do governo, isto é, de manter o eixo essencial das politicas que marcaram o governo Lula, em um marco de alianças e de legitimidade social e politica mais ampla, estendendo a capacidade de diálogo e interlocução com outros setores sociais – como a classe média –, assim como com a oposição. Nisso consiste a arte essencial da construção de alternativas ao neoliberalismo: avançar em um modelo alternativo, garantindo as condições econômicas, sociais, politicas e culturais de sua reprodução e consolidação. Uma disputa hegemônica em que o governo Dilma herda não apenas um país muito melhor daquele que Lula herdou há 8 anos atrás, mas uma direita enfraquecida, derrota e desmoralizada, tanto no seu vetor politico partidário, como no midiático.

É esse o cenário em que deve ser avaliado o governo Dilma, nos seus avanços e nos problemas que têm pela frente, nos seus milhares de outros dias.

Publicado no: http://www.cartamaior.com.br/templates/postMostrar.cfm?blog_id=1&post_id=692

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Há pouco mais de ano, quando abri o blog, o primeiro post foi “De que nos serve este Campeonato Paulista?”, onde apresentei a opinião de que o campeonato estadual era demasiadamente longo e chato. Continuo pensando isso e defendendo a idéia de que o Paulista deve ser uma espécie de pré-temporada que ocupe no máximo 10 datas no calendário.

Para reforçar minha opinião, divulgo abaixo artigo de Paulo Vinícius Coelho publicado na Folha de S. Paulo deste domingo, no qual ele comenta a vexatória média de público do campeonato, que em ao menos 25% dos jogos tem público inferior ao campeonato de futebol de várzea.

PS.: Neste ano, para mim como tricolor, apenas três destaques: 1) Lucas se firmou e é até agora a principal revelação no futebol brasileiro em 2011; 2) O jejum diante do Corinthians acabou; e 3) Rogério Ceni fez 100 gols (no caso o da vitória sobre o Corinthians).

Pobre Paulista!

A cada quatro jogos, um tem público inferior ao da Copa Kaiser, torneio de várzea do Estado

DEPENDENDO DA combinação de resultados da rodada de hoje, o domingo que vem pode servir, em São Paulo, só para definir o rebaixamento. Há seis rodadas, não há movimento entre os oito primeiros colocados, os que se classificam para as quartas de final do Paulistão. Uma mistura neste final de semana de vitórias de Paulista, Corinthians e Santos determina os oitos finalistas, que só entrarão em campo na semana que vem para cumprir tabela.
No início do campeonato, questionado sobre a primeira fase modorrenta, o presidente da federação, Marco Polo Del Nero, argumentou: “A mudança da fórmula, que deixa de premiar quatro finalistas e oferece oito vagas nas finais, serve para movimentar mais a tabela de classificação. Haverá disputa dos 12 primeiros para se classificar e dos oito últimos para fugir do rebaixamento”.
Marco Polo errou. Seu Paulistão é um fracasso de público e de interesse. A média de espectadores por partida é de 4.957 pessoas e cai ano após ano. Foram 6.229 em 2009, 5.181 em 2010.
Pior, dos 168 jogos computados -o Santo André jogou duas vezes com portões fechados- 22% não somaram mil pagantes. A cada quatro partidas, uma tem público inferior ao da Copa Kaiser, principal competição de futebol de várzea do Estado.
Marco Polo argumenta que o Paulista é o Estadual com o melhor contrato de TV. Ainda é. Há três anos, a federação podia dizer que o Estado tinha a hegemonia do futebol brasileiro. Flamengo e Fluminense venceram os dois últimos Brasileiros.
Mas o interesse cai semana a semana. Dos últimos seis domingos, apenas dois tiveram clássicos. A segunda-feira depois do gol 100 de Rogério produziu, sim, comentários acalorados nas ruas, assim como a vitória do Palmeiras sobre o Santos, semana passada. Certamente será assim também se um grande cair nas quartas de final e se houver clássicos nas semifinais e na decisão.
Mas um domingo como hoje, com Corinthians x São Caetano, Noroeste x São Paulo e Americana x Santos, faz com que as segundas-feiras produzam intermináveis discussões sobre… o clima!

OBRIGADO!
Nos últimos dois anos e meio, tive a honra de escrever na Folha. Entendi na prática o que cada linha aqui escrita produz na vida do país. Agradeço aos leitores e à direção do jornal pela felicidade que me produziram neste período, que se encerra neste domingo.

Paulo Vinícius Coelho – Folha de S. Paulo 10/04/2011

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Recebi da amiga Alessandra Terribili, com quem já compartilhei muitos telefones nas mesas de bar. Como ela disse:  “Identidade imediata!”

Pelo celular

Luis Fernando Verissimo – O Estado de S.Paulo

Você já deve ter tido a experiência. Está numa mesa de bar com uma turma, as bolachas de chope se multiplicam sobre a mesa, a conversa esquenta e de repente alguém se lembra de alguém. De um que prometera ir ao bar e não aparecera, de um amigo comum de todos que ninguém mais vira… E fatalmente alguém pega um telefone celular e diz “Vamos ligar para esse vagabundo”.
 
Quando localizam o vagabundo, todos se revezam no telefone, xingando o ausente, intimando-o a aparecer, imitando voz de mulher e dizendo “Adivinha quem é?”, fazendo ruídos de bichos, etc. Mas podem ir longe demais.
 
Alguém na mesa pergunta “Que fim levou o Santoro?” e passam a catar o Santoro com o celular. Primeiro ligam para um número antigo dele, depois chegam a uma irmã dele através de uma moça do serviço de assistência ao assinante miraculosamente eficiente, depois chegam ao próprio Santoro, que faz um curso de informática em Grenoble, na França, e atende o chamado apavorado.
 
– Que foi? Que foi?
– Seu veado! Onde é que você anda?
– É a mamãe, é? Mamãe está bem?
– Que mamãe? Aqui é o Jander.
– Quem?!
– O Jander. Já esqueceu dos amigos, é?
– Jander, você sabe que horas são aqui?
– Aí não é mais cedo?
 
Jander ouve cinco minutos de desaforo antes de desligar o celular e dizer, magoado: “Como as pessoas mudam, né?”. Dias depois ouvem que o Santoro ficou tão nervoso com o telefonema no meio da noite que abandonou o curso de informática, abandonou a França, voltou para junto da dona Djalmira, sua mãe, e está trabalhando no armarinho da família. O telefonema tinha mudado a sua vida por completo.
 
Outra: alguém na mesa diz que tem o telefone particular do Obama, na Casa Branca. Conseguiu na internet. Podem ligar para lá e quando o Obama atender dizer “Olha, é do Brasil, foi o senhor que esqueceu uma meia-calça no hotel?”, ou “Aqui é o Kadafi, posso falar com a Michelle?”. Aí alguém lembra que os americanos podem rastrear todas as chamadas para a Casa Branca, localizá-los por satélites e bombardearem o bar.
 
E há o mais bêbado de todos que diz que precisa ligar para o Ferreirinha pra saber como ele vai.
 
– Você esqueceu? O Ferreirinha já morreu. Está no Além.
– Eu sei – diz o outro, com o dedo já pronto para digitar. – Qual será o número?
 
E as bolachas de chope se empilhando.

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A tragédia no Rio de Janeiro que vitimou 12 crianças, reacendeu a discussão sobre as armas, mais exatamente, sobre a necessidade de se desarmar a sociedade brasileira.

Esta discussão foi tema de plebiscito no ano de 2005, no entanto, naquele momento em meio a crise política do chamado mensalão, os setores progressistas que defendiam o SIM ao desarmamento ficaram na defensiva e o conservadorismo surfou na onda de insegurança.

O chavão muitas vezes repetido é de que seria um contrassenso desarmar o cidadão de bem, enquanto os bandidos seguem armados. Essa afirmação é da profundidade de um poça d’água e ao se observar a realidade do país, vemos que a situação é bem diferente.

Hoje no Brasil morrem em média 100 pessoas vítimas de armas de fogo todos os dias, esse número é maior do que a maioria dos países, inclusive aqueles em guerra. A arma de fogo mata mais do que acidentes de trânsito.

A arma de fogo transforma a natureza dos conflitos, discussões banais passam a ser situações letais. Em São Paulo, quase metade dos assassinatos (46%), a vítima e algoz se conheciam.

A arma de fogo não protege. Ao portar uma arma e reagir em um assalto, a possibilidade da vítima do roubo ser ferido ou assassinado é muito maior. Uma arma em casa, significa multiplicar por 22 vezes as chances de envolvimento em homicídio, acidente ou suicídio.

Os jovens são as maiores vítimas das armas. A cada dia 40 jovens morrem vítimas de arma de fogo no Brasil.

As mulheres também são vítimas de uma sociedade armada. Nas capitais do Brasil, 44,4% dos homicídios de mulheres são com arma de fogo. A maioria delas são assassinadas pelo próprio marido ou parceiro.

Desarmar o cidadão comum, contribui para desarmar os bandidos. No Rio de Janeiro, 30% das armas do crime foi comprada legalmente e acabou caindo nas mãos erradas. Na tragédia do Rio, uma das armas utilizadas no crime, foi comprada legalmente.

Enfim, é preciso enfrentar o conservadorismo. A violência da criminalidade se combate com políticas adequadas de segurança pública.

Dados disponíveis: http://www.desarme.org/armanao/publique/media/apresentacao_campanha.pdf

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O título do post é na verdade o nome de uma série de 10 documentários exibidos pela TV Cultura em 1997. Dirigido e produzido pelas repórteres Neide Duarte e Maria Cristina Poli, cada episódio conta a história de um tradicional bairro de São Paulo. O primeiro (abaixo) é sobre o Bixiga, o bairro italiano de São Paulo.

Passei um tempão atrás desta série para poder revê-la, bem consegui só o primeiro, mas para todo paulistano, e para aqueles que gostam da cidade, vale a pena pesquisar para assistir os demais. Se eu achar publico os outros.

 


 

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