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Archive for dezembro \10\UTC 2010

O hino nacional brasileiro é o cúmulo do elitismo. A construção dos versos, ao inverter o posicionamento de verbos, sujeitos e outros elementos lingüísticos, tornam quase incompreensível a letra.

O primeiro verso (“Ouviram do Ipiranga / as margens plácidas”), deveria ser: “As margens plácidas do Ipiranga ouviram”.

Enfim, ele foi feito para ser incompreensível pela maioria do povo. Portanto, num período de tantas mudanças no Brasil, por que não um novo hino nacional que tenha mais identidade com o nosso país?

Respondo com uma proposta: que o samba-enredo da Império Serrano (também conhecida como “Quilombo do Samba”) campeão de 1964, “Aquarela Brasileira”, de Silas de Oliveira, passe a ser nosso hino nacional!

É a nossa cara, um samba que fala das virtudes do nosso país, inspirado em canção de Ary Barroso (“Aquarela do Brasil”), que também fala da nossa terra.

Abaixo você confere a letra e uma versão interpretada pelo jovem sambista (e meu xará) Dudu Nobre.

 

“Aquarela Brasileira”

Autor(es):

Silas de Oliveira

 

Intérprete:

Nêgo

 

 

Vejam esta maravilha de cenário

É um episódio relicário

Que o artista num sonho genial

Escolheu para este carnaval

E o asfalto como passarela

Será a tela do Brasil em forma de aquarela.

Passeando pelas cercanias do Amazonas

Conheci vastos seringais

No Pará, a ilha de Marajó

E a velha cabana do Timbó

Caminhando ainda um pouco mais

Deparei com lindos coqueirais

Estava no Ceará, terra de Irapuã

De Iracema e Tupã

 

Fiquei radiante de alegria

Quando cheguei na Bahia

Bahia de Castro Alves

Do acarajé

Das noites de magia do candomblé

Depois de atravessar as matas do Ipu

Assisti em Pernambuco à festa

Do frevo e do maracatu

Brasília tem o seu destaque

Na arte, na beleza e arquitetura

Feitiço de garoa pela serra

São Paulo engrandece a nossa terra

Do Leste por todo o Centro-este

Tudo é belo e tem lindo matiz

O Rio dos sambas e batucadas

De malandros e mulatas

De requebros febris

Brasil, essas nossas verdes matas

Cachoeiras e cascatas

De colorido sutil

E este lindo céu azul de anil

Emolduram, aquarelam o meu Brasil

 

Lá, lá, lá, lá, iá…

Lá, lá, lá, lá, iá…

 

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