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Archive for novembro \23\UTC 2010

Pouco antes do primeiro turno das eleições deste ano, diversos analistas políticos apostavam que o PT elegeria a maior bancada para a Câmara dos Deputados (o que de fato ocorreu), a diferença está nos números que se apresentaram quando as urnas foram abertas.

Especulava-se que o PT poderia eleger entre 100 e 110 deputados federais, número muito superior aos 88 deputados eleitos de fato.

Estudo de Antônio Augusto Queiroz, diretor de documentação do DIAP (Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar), demonstra que as previsões dos analistas não estavam tão equivocadas como parecem. O estudo, realizado a partir da votação nominal e na legenda dos partidos, aponta que as coligações proporcionais foram fundamentais para deprimir a bancada do PT e de outros grandes partidos.

No caso do Partido dos Trabalhadores, sem as coligações proporcionais, teriam sido eleitos 108 deputados federais, ou seja, 20 a mais do que os 88 que tomarão posse em 2011.

Isso demonstra que a discussão sobre coligações nas eleições proporcionais, deve ser tema obrigatório no debate sobre a reforma política.

Em minha opinião, as coligações proporcionais devem deixar de existir, se por um lado é importante a constituição de alianças para a disputa dos cargos do executivo, ela não se justifica nas eleições parlamentares. Se para o executivo as coligações representam a reunião de forças em torno de um projeto, para a Câmara dos Deputados deve ser a expressão do peso político de cada partido.

Um dos desafios que temos no Brasil é de fortalecer os partidos, que eles sejam de fato a expressão de programas e de determinada visão de país e do mundo. Para tanto é necessário enfrentar os mecanismos que permitem ter dezenas de legendas de aluguel e fisiológicas. Um desses mecanismos são as coligações proporcionais.

 

Confira aqui o estudo do DIAP

 

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O governo federal lançou em 2008 o programa Territórios da Cidadania, ele consiste em levar aos municípios rurais, de forma integrada, um conjunto de ações que promovam o desenvolvimento econômico e social das regiões mais pobres do país.

Coordenado pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário, o programa reúne políticas de 21 outros ministérios. Atualmente, 1852 municípios fazem parte dos 120 Territórios da Cidadania, beneficiando 42,4 milhões de brasileiros.

Este é um exemplo de política do governo Lula que tem mudado a vida concreta de milhões de brasileiros, gerando oportunidades e combatendo a desigualdade social. Foi pela continuidade e aprofundamento de ações como os Territórios da Cidadania, que a ampla maioria do povo brasileiro votou nestas eleições.

Confira o vídeo de balanço do Programa Territórios da Cidadania

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Um dos posts mais acessados do blog é o ”Brasília e suas curiosas siglas”, certamente isso ocorre pela singular grafia dos endereços da capital federal, que gera muitas dúvidas a quem não está familiarizado com as siglas. Veja abaixo o post do blog do Cláudio Humberto, sobre a dificuldade de um cidadão em ter seu correto endereço na conta de telefone. É engraçado…

 

 

E se não fosse o CEP…

 

Um morador de Brasília, cliente da TIM, resolveu divulgar sua história com a operadora de telefonia. Mateus de Oliveira Pinto tentava atualizar seu endereço, mas como de costume, a telefonista não entendia a informação oferecida por ele. Graças ao CEP Mateus recebeu, finalmente, mas surpreso, sua fatura. Segue abaixo o relato do cliente sobre a conversa:

“Depois de 45 minutos aguardando….”

Mateus: “Alô! Boa noite, não estou recebendo minhas faturas… Preciso atualizar meu endereço…”
Tim: “Senhor, pode falar seu novo endereço…”
Mateus: “SQN 214 Bloco E…”
Tim: “Ok.. FQM 214 Bloco E….”
Mateus: “Não… Não…. É SQN!!! Não FQM!”
Tim: “Ah sim, desculpe… Confirmando… FQN 214”
Mateus: “Po! Não…. SQN!!! SQN!!!”
Tim: “Ah tá, desculpe senhor… Continuando… SQM 214”
Mateus: “Ai caramba!!!! Esquece o M e o F… É SQN”
Tim: “Já entendi senhor… FQN”
Mateus: “Ai meu santo… É SQN… Sapo Queijo Nada… SQN… Sapo Queijo Nada!!”
Tim: “Ah tá senhor…. Agora entendi… Sapo Queijo Nada”
Mateus: “Ufa! Graças a Deus… Tudo certo então… Atualizado?”
Tim: “Sim, atualizado… Boa noite.”
O resultado foi o que está na imagem acima.

Ao ser questionada sobre o assunto, a TIM informou que entrou em contato com Mateus e já realizou a alteração do endereço. A empresa afirmou ainda que o “fato ocorrido foi pontual e que será utilizado para aprimoramento de seu atendimento e treinamento de seus consultores.”

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Estou de acordo com este jeito de ver o mundo…

 

Turbilhão

Composição: Toquinho / Mutinho

 

Venha se perder nesse turbilhão.
Não se esqueça de fazer
Tudo o que pedir esse seu coração.

Tem muita gente que só vive pra pensar;
Existe aquele que não pensa pra viver.
Eu, por exemplo, na paixão,
Mesmo que tenha que sofrer,
Eu abro o jogo e o coração
E deixo o meu barco correr.

Tem muita gente que não quer se complicar;
Existe aquele que não perde a sua fé.
Eu, por exemplo, meu amigo,
Pelo amor de uma mulher,
Eu viro a cara pro perigo
E seja lá o que Deus quiser.

 

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Comuniquei à Direção Nacional da Juventude do PT a minha substituição nesta instância pelo companheiro Gabriel Medina, militante do PT/SP, membro do Conselho Nacional de Juventude e do Fórum Nacional de Movimentos e Organizações Juvenis.

Com isso, encerro 13 anos de participação em instâncias de direção da Juventude do PT. Neste período, tive a feliz oportunidade de participar, formular e/ou organizar importantes ações da juventude do nosso partido.

Cheguei até a Juventude do PT, como a maioria dos militantes naquele período, a partir da atuação no movimento estudantil, no caso, o secundarista. Desde de 1995 já participava de um núcleo do PT na zona sul de São Paulo. Mas foi a partir da atuação no ME que cheguei até a militância de juventude e que pude participar do encontro de reconstrução da secretaria municipal de São Paulo em 1997.

Foi neste espaço que dediquei a maior parte de minha militância, sob a liderança do companheiro Jaime Cabral, construímos uma exitosa experiência de construção da juventude partidária. Sem dúvida, exemplo de construção coletiva e participativa.

Foi ali, que fizemos a revista Rebele-se, construímos o Festival de Juventude Contra a Guerra do Iraque, onde realizamos diversos debates sobre o Brasil, a América Latina e o socialismo. E onde, principalmente, atraímos dezenas de jovens para uma visão de esquerda do mundo.

Me recordo dos debates contra a flexibilização dos direitos trabalhistas, tentada por FHC entre 1999 e 2000, que culminavam com ação política. No caso, uma série de colagens nos postes da cidade.

Em 2003, tive a oportunidade de passar a coordenar este trabalho ao lado de diversos e valorosos companheiros. Como secretário municipal da JPT da capital paulista, estabelecemos o desafio de buscar enraizar a JPT na cidade, interferir mais na construção das políticas públicas voltadas aos jovens e estabelecer maior diálogo com os movimentos juvenis. Com esta perspectiva que acompanhamos o Projeto Juventude (talvez até hoje o principal e mais participativo estudo sobre a juventude brasileira), que passamos a organizar alguns núcleos da JPT nos diretórios zonais e que participamos do Fórum Jovem organizado pela prefeitura.

A militância neste período foi muito intensa, fazíamos plenárias da JPT a cada quinze dias, com a participação de 30, 40 ou 50 jovens em média. Em momentos mais delicados, como da discussão da reforma da previdência, chegamos a reunir 150 militantes. A experiência da secretaria da capital paulista foi o que nos permitiu formular nossa visão de construção da juventude partidária.

Pude participar ainda, da organização do I Festival de Cultura e Arte da JPT, realizado em 2005, durante a gestão do companheiro Ramon Szermeta na secretaria estadual da JPT/SP. Iniciativa única na história da JPT, que reuniu mais de 2000 jovens petistas de todos os cantos de São Paulo, e ainda de alguns outros estados.

Foi em 2005 também, que lançamos a idéia de um congresso da Juventude do PT para discutir de forma mais profunda e com perspectiva estratégica o modelo organizativo da JPT e um programa político para a juventude brasileira. Chegamos inclusive a convocar a etapa paulista do encontro setorial daquele ano como 1º Congresso Estadual da JPT/SP.

Participamos ativamente da intervenção internacional da Juventude do PT, através da organização do GT de Relações Internacionais. A partir deste trabalho, que resultou na construção do Fórum de Juventudes Políticas do Mercosul e posteriormente os encontros de juventude do Foro de São Paulo, tivemos a oportunidade de conhecer inúmeros companheiros e amigos de diversos países e reforçar nossa identidade como militante latino americano.

A partir de 2007, passei a compor o Coletivo Nacional da JPT, como secretário-adjunto nacional, durante a gestão do companheiro Rafael Pops. Talvez tenha sido este o principal período de nossa atuação, que é marcado pela construção do I Congresso da JPT.

Participei ativamente desse processo, desde a defesa que ele acontecesse, passando aí pela negociação com as demais tendências e apresentando a proposta no Diretório Nacional do partido, até recebendo as atas, preparando listas para as etapas municipais e estaduais, mobilizando nossa militância e culminando com a candidatura à Secretaria Nacional.

O I Congresso é para mim, sem dúvida, o período mais intenso que a JPT já passou nos últimos anos. Com ele, a maior parte das correntes com atuação no setor, tiveram que se dedicar a formulação sobre como a juventude partidária deveria se organizar. Pela primeira vez, tivemos etapas municipais (idéia muito defendida por nós), o que permitiu triplicar a participação da base.

As resoluções do Congresso buscaram sintetizar o conjunto de contribuições. E idéias importantes, como a da autonomia política da JPT, foram aprovadas.

Ainda que estejamos muito distantes do que foi formulado naquele processo, a sinergia criada por ele, permitiu à atual direção de juventude, coordenada pela companheira Severine Macedo, realizar uma grande caravana nas eleições municipais de 2008, percorrendo milhares de quilômetros e dando visibilidade para a organização dos jovens petistas.

Como coordenador de comunicação, acompanhei estes últimos dois anos a construção da Juventude do PT. Dei minha última contribuição participando do Comitê Nacional de Juventude da Dilma.

Além da participação como militante e dirigente da Juventude do PT, dei minha contribuição, ao longo destes 13 anos, na “cara” que a JPT tem, ou seja, nas artes gráficas. A maior parte dos materiais produzidos pelas secretarias municipal e estadual de São Paulo, entre 1997 e 2005 e pela nacional a partir de 2006, tiveram suas artes feitas por mim, inclusive a página na internet.

A atual logomarca da JPT, com a bola vermelha e a estrela amarela riscada, fiz “sob encomenda” do Pops em 2006, num curto período no qual fui funcionário da SNJ. É verdade que ela é uma releitura de uma marca usada na época pela JPT gaúcha, mas a atual se popularizou a partir do momento em que disponibilizamos ela na Internet.

Em São Paulo, usávamos uma outra marca, que tinha a estrela do PT e a Graúna do Henfil. Essa foi criada em 2000, numa situação bastante curiosa. Estávamos fechando o panfleto de juventude da campanha que elegeu Marta Suplicy para a prefeitura, o material teria no verso a assinatura da JPT e da UJS (algo comum hoje em eleições, mas pouco usual, ou inédito, na época). Pois bem, os companheiros da UJS chegaram com a logo deles, estava super bem feita, foi aí que falamos que tínhamos que ter uma que estivesse a altura da dos camaradas. Foi então que Ramon sugeriu usarmos a Graúna e que produzi a marca que usamos durante anos.

Como a secretaria municipal de São Paulo foi uma das primeiras a manter uma página na Internet, disponibilizávamos esta marca e ela chegou a circular bastante no país, devo confessar que dava orgulho chegar num congresso da UNE ou em qualquer outra atividade nacional e ver uma camiseta com a marca da Graúna. Tinha também um pano de fundo, que era a disputa política que fazíamos naquele período, mas isso aí já é outra história…

Depois de 13 anos participando da Juventude do PT, entre muitas alegrias e algumas tristezas, resta uma certeza: Valeu a pena!

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Neste sábado, 06 de novembro, às 11 horas, Ricardo de Azevedo, lança o livro “Por um triz”, no qual relata suas memórias do período no qual foi militante da organização Ação Popular (1968 a 1980). O lançamento não poderia ser num local mais adequado, o Memorial da Resistência (Lgo. General Osório, 66 – Luz).

Conheci Ricardo recentemente, durante o Processo de Eleições Diretas do PT de 2009, algumas das histórias contadas no livro, tive oportunidade (e o privilégio) de ouvir pessoalmente. O lançamento do livro contribui para jogar luz sobre um período de nossa história que não deve ser esquecido. E aos jovens, conhecer, a partir do relato de seus personagens, a luta generosa de outra geração por democracia e um mundo justo.

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