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Archive for julho \27\UTC 2010

Há pouco mais de um ano, fizemos na minha casa um encontro dos militantes do Coletivo Municipal da JPT de São Paulo. Participei deste espaço entre 1997 e 2005. Este período foi muito interessante, diversos jovens se aproximaram do PT e tínhamos naquele espaço uma atuação muito coletiva, democrática e, principalmente, militante.

Fizemos colagens contra a flexibilização dos direitos trabalhistas, festival contra a guerra no Iraque, debates sobre o Plano Colômbia, a reforma da previdência, as PPJs e muitas outras atividades. Foi um período muito intenso e que sempre bate um certo saudosismo.

Mas talvez, o principal símbolo daquele período, tenha sido a produção da Revista Rebele-se, feita por diversas mãos, desde a definição da pauta, produção dos textos, entrevistas, até a diagramação e venda mão-a-mão. Para o papel foram dois números. O terceiro foi produzido duas vezes, mas nunca chegou à gráfica. Para o encontro que falei no começo, eu, Ramon, Cesinha e Jaime demos um jeito nisso, e finalizamos a diagramação (que já estava quase completa) e imprimimos 100 exemplares.

Aqui está o PDF com a edição distribuída na festa, com capa, contra-capa, editorial e apresentação, feitas especialmente para aquela ocasião, os demais são da época (2003), como o do Ramon, sobre os motéis públicos para juventude, que reproduzo abaixo.

Este texto em especial, mais do que polêmica, gerou muitas risadas, pela suposta falta de seriedade. Algo que, para nós, foi superado numa conversa com Helena Abramo, que recordou que tal proposta não era tão nova assim. Não me recordo hoje, o que precisamente Helena havia dito, mas prometo, assim que encontrá-la recuperar isso e publicar um apêndice a este post.

Motel público para juventude! e Chega de pia de banheiro!

Por Ramon Szermeta

Você que é leitor(a) dessa revista, com certeza não deve se achar conservador(a). Você provavelmente se considera de esquerda, votou no Lula nas últimas eleições, deve ser jovem, talvez se considere socialista, em alguns casos até libertário(a), etc, etc… Então pense na seguinte situação: seu pai se separa da sua mãe e lhe dá a notícia que, depois de

muitos anos casado, descobriu que é gay e agora vai viver com outro homem debaixo do mesmo teto, pois é assim que ele é feliz. Você com certeza vai achar normal. Contará para todos seu amigos e tratará o novo amor do seu “velho” normalmente. Não é caro leitor? Você que acha que toda forma de amor vale a pena, que é contra o preconceito e a discriminação vai encarar o fato na boa, não é? Que bom! Pois o exercício acima foi para tocarmos em um assunto pouco habitual, não só nas discussões que nós, da Juventude do PT, fazemos, como num tema que a sociedade pouco explora, ao menos de forma séria, que é a sexualidade da juventude. Nos despirmos de preconceitos e estigmas é o primeiro passo para começarmos a fazer um bom debate.

Não precisamos nos rechear de dados aqui para saber que o jovem inicia sua vida sexual cada vez mais cedo, que o índice de jovens contaminados pelo HIV no mundo é assustador e o drama da gravidez precoce indesejada é uma realidade constante. Antes

de propormos a famosa solução da abstinência sexual, o que tem se mostrado falho, devemos reconhecer o jovem como um sujeito de suas ações, capaz de tomar decisões e encarar suas escolhas. A sociedade deve estar preparada e aceitar o fato dos jovens iniciarem sua vida sexual mais cedo do que deseja sua família, sua escola ou o Estado. Ou seja, deve dar condições para tomar sua decisão de forma consciente.

Antes que se fale da banalização do sexo nos meios de comunicação, (o que não está banalizado?), da pornografia da novela das oito ou do apelo sexual de boa parte das propagandas, devemos ter clareza que ainda não há uma política séria de educação sexual nas escolas. Por incrível que pareça, muitos jovens não tem informações básicas sobre os métodos preventivos e a maioria pouco conhece seu corpo (principalmente as mulheres). A omissão e ineficácia do Estado nessa questão ainda são espantosas e por isso devemos intensificar debates sobre esse tema nos espaços mais variados, propondo e cobrando dos governos ações nesse campo.

Devemos considerar a educação sexual como um elemento de formação do cidadão. Afinal, sua vida sexual mexe com seu lado psicológico, emocional e com sua auto-estima. A preocupação com os jovens que ainda estão iniciando várias experiências na vida deve ser redobrada e devemos formular propostas para o poder público que contribuam para que o jovem tenha uma vida sexual saudável. O que com certeza implica em uma política que envolva áreas da saúde, educação, comunicação e principalmente envolva o jovem na construção dessa política.

OK, talvez você concorde com quase tudo. Mas já parou para pensar em que condições a maioria dos jovens fazem sexo hoje? Talvez escondido em casa enquanto os pais trabalham? E os que têm pais desempregados? No banheiro de uma festa? Atrás do muro da escola? Terrenos baldios, construções abandonadas? Será que essas situações são as mais adequadas para pura e simplesmente desfrutar dos prazeres que se pretende? E para, por exemplo, usar camisinha? Ou então imaginem uma abordagem da nossa tão refinada polícia flagrando dois jovens nessa situação? Pois, por mais que não pareça essa é uma aflição que atinge muito jovens e por ser considerada um problema individual não existem propostas que enfrentem esse problema.

Talvez porque quem mais sinta isso na pele são jovens das camadas mais pobres da população. Sem falar, obviamente, no conservadorismo, na hipocrisia ou no falso moralismo que ainda predominam na nossa sociedade.

Dada essa situação, acredito que devemos começar seriamente a desenvolver uma idéia que pintou em alguns debates, que diz respeito à construção de “Motéis públicos para a Juventude”.

Claro que todo governo terá sempre outras prioridades, muitos não levarão a proposta a sério, a Liga das Senhoras Católicas vai dar chilique, e o seu pai (aquele que eu pedi pra você pensar no início) vai achar um absurdo. Mas cabe a nós, da Juventude do PT, buscar soluções para os mais variados anseios e aflições da juventude brasileira. Não devemos temer propostas polêmicas que busquem encarar o problema de frente. Está lançado o desafio e espero que o enfrentemos, com muito prazer!!!

Ramon Szermeta, Secretário Estadual de Juventude do PT/SP (2001-08)

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Estou passando uma temporada em Brasília e pra quem já veio aqui, sabe que todo endereço é uma sigla, isso tudo é muito confuso. Por exemplo, onde diabos fica o SHIN??? Pois é, esse aí é o Lago Norte, ou melhor, setor de habitações individuais norte. Eu tô ficando numa SQN, ou seja, uma super quadra norte. Enfim, encontrei na net esta lista de siglas dos endereços de Brasília, é bastante curioso.

Se o Brasil é mesmo o país das siglas então nada mais justo do que Brasília ser a capital.

A cidade gira em torno das siglas e duvido o forasteiro que não tenha um dia ficado pensando na razão de tantas letras juntas sem sentido aparente, mas não vou ficar tentando buscar os motivos da não utilização de nomes normais para denominar ruas, bairros e regiões da cidade.

O mapa de Brasília revela uma cidade com o formato de avião, mas na real a vida de Brasília está mais para um hangar: o avião está parado no meio, mas a vizinhança é movimentada.

Acho que uma relação das siglas com o significado delas pode ser útil para muita gente que está de passagem pela cidade, ou pelo menos pode ser um bom motivo para rir de mais uma das excentricidades de uma capital construída no meio do cerrado.

Nessa relação deve faltar um centena de siglas. Se você lembrar de alguma, deixe um comentário (pode até ser uma sigla inventada, que vai para uma relação diferente).

  • AE – Área Especial
  • AOS – Área Octogonal Sul
  • SCEN – Setor de Clubes Esportivos Norte
  • SCES – Setor de Clubes Esportivos Sul
  • SCLRN – Setor Comercial Local Residencial Norte
  • SCN – Setor Comercial Norte
  • SCS – Setor Comercial Sul
  • SDN – Setor de Diversões Norte
  • SDS – Setor de Diversões Sul
  • SEN – Setor de Embaixadas Norte
  • EMI – Esplanada dos Ministérios
  • EPDB – Estrada Parque Dom Bosco
  • EPTG – Estrada Parque Taguatinga
  • EQN – Entrequadra Norte
  • EQS – Entrequadra Sul
  • ML – Mansões do Lago
  • QI – Quadra Interna
  • QL – Quadra do Lago
  • QRSW – Quadra Residencial Sudoeste
  • CL – Comércio Local
  • CLN – Comércio Local Norte
  • CLS – Comércio Local Sul
  • CLSW – Comércio Local Sudoeste
  • CRS – Comércio Residencial Sul
  • SAN – Setor de Autarquias Norte
  • SAS – Setor de Autarquias Sul
  • SBN – Setor Bancário Norte
  • SBS – Setor Bancário Sul
  • SO – Setor de Oficinas
  • SEPN – Setor de Edifícios Públicos Norte
  • SEPS – Setor de Edifícios Públicos Sul
  • SES – Setor de Embaixadas Sul
  • SGAN – Setor de Grandes Áreas Norte
  • SGAS – Setor de Grandes Áreas Sul
  • SGON – Setor de Garagens e Oficinas Norte
  • SHIP – Setor Hípico
  • SHIN – Setor de Habitações Individuais Norte
  • SHIS – Setor de Habitações Individuais Sul
  • SHLN – Setor Hospitalar Local Norte
  • SHLS – Setor Hospitalar Local Sul
  • SHN – Setor Hoteleiro Norte
  • SHS – Setor Hoteleiro Sul
  • SHTN – Setor de Hotéis e Turismo Norte
  • SMDB – Setor de Mansões Dom Bosco
  • SMHN – Setor Médico Hospitalar Norte
  • SMHS – Setor Médico Hospitalar Sul
  • SMLN – Setor de Mansões Lago Norte
  • SMU – Setor Militar Urbano
  • SQN – Superquadra Norte
  • SQS – Superquadra Sul
  • SQNW – Superquadra Noroeste
  • SQSW – Superquadra Sudoeste
  • SAIN – Setor de Áreas Isoladas Norte
  • SAIS – Setor de Áreas Isoladas Sul
  • SIA – Setor de Indústria e Abastecimento
  • SIG – Setor de Indústrias Gráficas
  • SRTVN – Setor de Rádio e Televisão Norte
  • SRTVS – Setor de Rádio e Televisão Sul
  • SMPW – Setor de Mansões Park Way
Do blog http://www.dudutomaselli.com/o-significado-das-siglas-de-brasilia/

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Reproduzo abaixo o artigo do amigo e companheiro Bruno Elias. Com grande sensibilidade, Bruno traça como o futebol faz parte da sua vida, de como ele é elemento constitutivo da cultura do nosso povo e conclui com um chamado à desmercantilização da nossa paixão. Salvo uma ou outra opinião, como por exemplo em relação aos argentinos e a uma defesa envergonhada do Dunga, compartilho das ideias apresentadas. Além do mais, o texto está muito bem escrito. Vale a leitura!

 

Que venha a próxima Copa

 Por Bruno Elias

Arrisco a me incluir entre os brasileiros apaixonados pelo futebol. Não dos fanáticos, que começam a ler o jornal pelo caderno de esportes ou que trocam qualquer compromisso pela transmissão do jogo de domingo, mas dos que ainda se surpreendem com a força desse esporte manejado por pés (!) ao assistir eventos como a Copa do Mundo na África.

Quando guri, estava entre os que estropiava os dedos em terrenos baldios atrás de “dentes de leite” e que, arriscando alguns chutes e passes em pequenos torneios, via nas diferentes chuteiras dos meninos essa capacidade às vezes silenciosa do futebol em diluir e ao mesmo tempo realçar as diferenças sociais entre os nossos.   

Em minha memória, entre recordações desorganizadas, a vitoriosa Copa de 1994 se destaca. Para alguns, era a volta por cima, vinte e quatro anos depois do tricampeonato, da seleção brasileira ao seu suposto lugar de direito depois de frustradas tentativas, como a da bela seleção dirigida por Telê Santana em 1982. Para outros, aquela comoção e envolvimento era algo novo e encantador, renovando em muitas infâncias o acalentado sonho de ser jogador de futebol ou a paixão pelo esporte divulgado no Brasil por Charles Miller. Daquele Tetra, guardaria mais lembranças do que dos três campeonatos seguintes, já que Ronaldos e Rivaldos seriam incapazes de renovar a empolgação de outrora. Poderia recordar a escalação da Copa nos EUA, mas dificilmente o faria com o mesmo nível de detalhe em relação à 1998, 2002 e 2006, seleção do penta incluída.

Meio desligado com o que acontecia no mundo da bola, cheguei a esta Copa de 2010 com a mesma conversa fiada de muitos de que “a Copa tá desanimada” e de que não ia me “engajar” em acompanhá-la. A propósito, engajar é um termo bem adequado à relação de muitos brasileiros com o futebol. Brigamos, debatemos, choramos, sorrimos, levantamos dados, enfim, dedicamos uma parte importante de nosso tempo e atenção a um esporte que é compreensivelmente chamado de paixão nacional. Porque em Pindorama é assim: qualquer um se arrisca a palpitar sobre futebol. Não precisa entender, saber como são marcados os impedimentos ou quantos jogadores podem ser substituídos a cada jogo.  Falar de futebol é admitido a qualquer um (hábito democrático que não deveria anistiar as banalidades e o lugar comum dos “comentaristas profissionais”, aceitos sem muita contestação).

Nesta Copa, não demorou muito para a realidade contestar o desânimo anunciado. Em um piscar de olhos surgiram carros pintados, bandeiras nas janelas e camisas da seleção canarinho vendidas aos montes nas ruas. Para alguns, inclusive, a Copa começaria antes, com o anúncio da convocação feita por Dunga para o mundial. As críticas, é claro, foram centradas na ausência de atletas que na época estavam jogando bem, a exemplo de Neymar, Ganso, entre outros. Firula, a meu ver, um pouco exagerada porque mesmo com essas frustrações pontuais e a ênfase defensiva do nosso time, deveríamos reconhecer que não estamos mais tão bem servidos de alternativas como antes.

A seleção dos “comportados” de Dunga tampouco era uma seleção ruim. Na verdade, tinha a cara do seu treinador, ex-volante e técnico vitorioso, que não joga para a torcida, mas dispunha de um currículo respeitável de títulos e vitórias recentes. Mesmo ignorando a tradição do nosso jogo bonito, o fato é que dentro de um quadro de mediocridade quase generalizada, nossa seleção era até capaz de ganhar esta Copa. Um sinal revelador desses novos tempos, em que o melhor jogador do Brasil foi um zagueiro e não um atacante. Grande Lúcio!

Talvez seja por este realismo que, mesmo não estando entre os maiores admiradores do técnico brasileiro, não me incluí na frente anti-Dunga, que ia desde os santuaristas do “futebol arte” até setores expressivos da grande mídia, como a Rede Globo.  Só não imaginava que este conflito provocaria alguns dos melhores momentos da Copa, como o sonoro e global (literalmente) “Cala a Boca Galvão” e as revelações trazidas à tona sobre os bastidores da cobertura jornalística do campeonato.

A briga de Dunga com a Globo, sobretudo no que toca a sua resistência em dar a tradicional e, registre-se, negociada exclusividade à emissora carioca deu muito pano pra manga. Barrada na porta da concentração, uma irritadiça Fátima Bernardes receberia tratamento bem diferente daquele dado em outras Copas, quando sua presença constante dentro do ônibus da seleção e nas dependências dos alojamentos dos jogadores era parte de um lucrativo jogo combinado com o presidente CBF, Ricardo Teixeira.

A estocada de Dunga em um dos repórteres da emissora numa coletiva de imprensa e o pito ao treinador tentado pelo Fantástico seriam respondidos por milhares de internautas com mais um “cala boca” virtual (agora ao apresentador Tadeu Schmidt, que tomou as dores da empresa no horário nobre de domingo) e o lançamento, no dia seguinte, de uma campanha de boicote às transmissões do maior grupo de comunicação do país. Essa mobilização espontânea de vários torcedores pode até não ter gerado perdas substanciais de audiência, mas o #diasemglobo provocou um debate importante sobre a decadência de uma emissora que não mede esforços para impor seus interesses econômicos acima de uma cobertura jornalística plural e de qualidade.

E assim continuaria, acompanhando pela tela de outras emissoras e pela internet, os momentos finais da primeira Copa realizada em solo africano. África, inclusive, da qual falamos pouco durante essas semanas, como se fosse possível esconder pelos milhões em patrocínios e os belos estádios que receberam o Mundial, as mazelas sociais que foram historicamente impostas aos povos deste continente irmão.   

Com a precoce eliminação do Brasil, ainda torceria sem sucesso para Gana, Argentina, Paraguai e a “Celeste” uruguaia. Especialmente por torcer pelos argentinos, ouviria muitas piadas e contestações. Mas que culpa eu tenho por não concordar com esse preconceito ridículo que é estimulado pelos meios de comunicação e extrapola a razoabilidade de uma rivalidade esportiva, não raro flertando com preconceitos dos mais reacionários contra nossos vizinhos?

Tanto menos teria por admirar Maradona, não só pelas suas posições progressistas, como a reiterada solidariedade à Revolução Cubana ou à luta das Mães da Praça de Maio, para ficar em apenas dois exemplos, mas sobretudo pela força moral e espírito de equipe que o tornava quase um 12º jogador da seleção portenha. Dentro de campo, o ex-camisa 10 argentino pode até não ter superado Pelé ou mesmo nosso Garrincha, mas hoje, enquanto um anódino Edison Arantes faz comercial de qualquer coisa que aparece, “dom Diego” tem ajudado a retomar as melhores tradições de um futebol ousado, ofensivo e com muitos gols (ainda que insuficiente para resistir ao trator alemão nas quartas de final).

No fim, para quem tinha expectativa de ver uma mini-edição da “Copa América” ou times africanos jogando bem como nos mundiais sub-20 e Olimpíadas, ficou a frustração de ver uma final européia entre Holanda e Espanha, vencida por merecimento por esta última. E foi no vácuo de um futebol pouco vistoso que outros personagens acabaram roubando a cena, seja a serelepe bola Jabulani, a estridente vuvuzela, o pé frio de Mick Jagger ou o vidente polvo Paul.

Mal nos despedimos da África e os olhos dos que gostam do esporte que a Copa celebra de quatro em quatro anos já se voltam para o Brasil, sede do próximo mundial. Profundamente enraizado na cultura popular do povo brasileiro, o futebol deveria ser levado mais a sério pelos que querem fazer do nosso país um lugar mais justo e democrático.

A realização de grandes eventos esportivos como a Copa do Mundo em 2014 e as Olimpíadas do Rio de Janeiro em 2016 criará novas oportunidades de emprego e simboliza um importante reconhecimento internacional do nosso País. No entanto, a Copa brasileira deve se propor a ser mais que um amontoado de jogos ou um novo filão para o apetite voraz das empreiteiras responsáveis pelas obras de infraestrutura. 

Se queremos disputar uma visão de mundo democrática e popular em amplos setores da população, deveríamos iniciar desde já um grande debate nacional sobre a mercantilização desse esporte e uma luta contundente para diminuir o poder político dos cartolas do futebol brasileiro e mundial. Entre outras coisas, é preciso incidir na disputa ideológica das torcidas, no combate à corrupção empresarial e na defesa de condições de trabalho decente para os jovens atletas, desde as categorias de base. Não há polvo no mundo que consiga prever se teremos, além de um hexacampeonato, mais essa vitória. Afinal, a imprevisibilidade do futebol é uma de suas maiores virtudes e a despeito da sagacidade do molusco alemão, a tal “caixinha de surpresas” sempre arma das suas.

Bruno Elias, coordenador de relações internacionais da JPT

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Talvez muita gente que milita na Juventude do PT hoje, não tenha acompanhado a eleição de 2002 que conduziu o primeiro operário à Presidência da República. Reproduzo abaixo uma das inserções da pré-campanha, que também foi utilizada no horário eleitoral, ela emocionou muitos militantes na época.

É bom ver, que depois de oito anos, as oportunidades estão sendo criadas.

 

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Quando lancei o blog, uma de minhas idéias era poder contar aqui um pouco do dia a dia da Juventude do PT, bom na prática isso não tem rolado. Pior, mal tenho conseguido publicar qualquer coisa. Mas enfim, já que idéia inicial era contar como as coisas estão rolando…

Bem, como diz o título do post, a campanha de juventude da Dilma começa a tomar corpo. Há cerca de dois meses temos reunido um grupo de trabalho para discutir o programa de governo, inicialmente composto por membros da JPT, ele foi, recentemente, ampliado para o conjunto das juventudes partidárias que compõe nossa aliança nacional.

O fruto deste trabalho tá quase finalizado, ele que tem o formato de 13 pontos e será discutido com a coordenação geral da campanha. Nosso programa para a juventude brasileira, aborda os principais temas que hoje atingem os jovens em nosso país. Com destaque para educação e trabalho.

Mas além do programa, que é parte importante da nossa construção, estamos no processo de formalização do Comitê Nacional de Juventude, com a participação do conjunto das juventudes partidárias. Dele se desdobra o nosso planejamento de campanha.

Para nós da JPT, dois tipos de ações são prioridades, uma são as agendas com nossa candidata, de modo a dar visibilidade ao tema juventude e outra é a organização local da campanha, através dos Comitês de Juventude Dilma Presidenta.

Com relação a primeira, já há negociações em torno de atividades específicas, mas além disso, temos de ter presença organizada em todas as agendas da Dilma,  como por exemplo a que ocorre nesta sexta-feira, no Rio de Janeiro. Levar bandeiras, faixas e fazer muita agitação é super importante.

Já com relação ao segundo, estamos preparando uma cartilha e um vídeo com dicas sobre como organizar um Comitê de Juventude Dilma Presidenta nas universidades, escolas ou bairros. Nos próximos dias, já vamos ter esse material disponível. Queremos centenas de comitês espalhados pelo país. Para além de ser um espaço de mobilização dos jovens, acreditamos que esta iniciativa pode contribuir para inserir muitos jovens na vida política do país.

Outras iniciativas também estão sendo tomadas, de modo que a campanha da Dilma tenha uma cara de juventude. Logo, logo vamos ter boas novidades, em particular no que se refere a materiais e Internet.

Aos pouquinhos a campanha de juventude vai tomando corpo e como temos sentido que a galera tá no pique de ir pra rua eleger nossa candidata, temos certeza que iremos ter uma grande campanha de juventude em todo o país.

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Recebi por e-mail a imagem abaixo, com certeza ela explica bem como foi criada a logomarca da Copa 2014 no Brasil. com tanta gente boa na publicidade no país não tinha como produzir algo melhor?

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Por Eduardo Valdoski

No dia 6 de julho, teve o início oficial da campanha eleitoral. Milhares de pessoas acompanharam Dilma nas ruas de Porto Alegre, depois na capital paulista e em cidades do interior de São Paulo.

Hoje, dia 13, uma onda vermelha toma conta das ruas de centenas de cidades do Brasil. É a onda da esperança de que tudo que foi realizado pelo governo Lula, será ampliado. Que a Revolução Democrática que vivemos, pode ser aprofundada. Que os direitos conquistados, podem ser multiplicados. Que o Brasil seguirá mudando.

Pelo que lembro, desde 2002, quando demos início a esta construção, com a eleição de Lula, não sinto tanta energia na militância do PT. Tanta vontade de ir pras ruas, mostrar nosso orgulho de botar a estrela no peito.

Para nós da Juventude do PT e dos partidos de esquerda que apóiam Dilma, esta campanha será uma grande oportunidade de mobilizar e inserir na vida política do país milhares de jovens, que percebem hoje, que suas vidas foram alteradas positivamente.

Para isso, temos um grande trabalho pela frente. Temos de ter capacidade de organizar os milhares de jovens estudantes das universidades federais, que tiveram a possibilidade de estudar, pois o número de matrículas foi dobrado. Os bolsistas do Prouni, que podem realizar o sonho de ter um diploma universitário. Os jovens das periferias, que hoje tem apoio para produzir arte e cultura com os milhares de Pontos de Cultura espalhados pelo Brasil.

Nossa aposta são nos Comitês de Juventude pró-Dilma. Em cada universidade, escola ou bairro que haja militância da JPT e dos demais partidos de esquerda, queremos ver um grupo de apoio à Dilma, e aos nossos candidatos, organizado.

Os Comitês de Juventude são quem no dia-a-dia irão organizar as atividades de campanha, mas principalmente, eles serão instrumentos de aproximação de novos jovens ao nosso projeto. E com nossa vitória, núcleos de sustentação do nosso governo.

A nossa campanha é militante. É aquela que ganha o voto, mas que também conquista para o nosso projeto transformador. É aquela campanha que está nas ruas, no corpo a corpo, e que também amplia seu eco pelas redes virtuais. É a que não se furta ao debate com cada eleitor, cada cidadão.

Toda nossa força reside na energia da nossa militância, do povo que vê que o Brasil está mudando para melhor e vem a se somar na luta de construir cotidianamente o nosso projeto.

A nossa onda é vermelha! Com a estrela no peito, vamos organizar comitês em todo o país e realizar atividades em cada escola, bairro e praça, para o Brasil seguir mudando!

Eduardo Valdoski é membro da executiva nacional da Juventude do PT

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