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Archive for maio \31\UTC 2010

Surto cívico

Muito bom este texto do Ruy Castro na Folha de S. Paulo, sobre a Copa do Mundo. Compartilho com ele da mesma opinião, a Seleção Brasileira que tem a sua disposição boa parte dos melhores jogadores do mundo não tem o direito de ser uma equipe que se resuma a simplesmente ganhar, tem de jogar bonito.

Não sei se é verdade, mas na bela época de Telê no São Paulo, diziam, que ele dizia, que queria ver o time jogando bem ganhando ou perdendo. O fato é que normalmente o time que joga bem, quase sempre ganha.

Surto cívico

RIO DE JANEIRO – Tenho sido questionado com frequência sobre se a seleção brasileira vai fazer bonito ou dar vexame na Copa do Mundo. A resposta é não sei e, francamente, não estou com os fígados em sobressalto, à espera.
Tenho uma relação meio espírito de porco com a seleção. Só torço por ela se jogar bem e bonito, ganhe ou não. Ganhar não é tão importante. Domingos da Guia, Leônidas da Silva e Zizinho nunca foram campeões do mundo; Dunga, Gilberto Silva e Kleberson são. Viu como não é importante?
Sou da teoria de que, podendo convocar os jogadores que quiser, mesmo que joguem em Júpiter, o treinador do Brasil está obrigado a armar o melhor time. Donde não abro mão de vê-lo jogar com categoria, dar espetáculo e lutar. Isso significa que a última vez em que me empolguei com a seleção foi na Copa de 1982 -o time de Zico, Sócrates, Falcão, Júnior, Leandro. As Copas de 1994 e 2002, vencidas pelo Brasil, não me inspiraram admiração ou prazer.
É diferente de quando se trata do nosso time de coração. Este entra em campo com os jogadores de que dispõe e que, às vezes, estão longe de ser os melhores. Azeite. É ele que nos redime. Por isso, tem de vencer sempre, mesmo jogando mal, chutando de canela, e nem que seja com um gol de mão e em “offside”, aos 47 do 2º tempo.
A Copa do Mundo é aquele período de quatro em quatro anos em que pessoas que passaram os quatro anos anteriores alheias a futebol são acometidas de um incontrolável surto cívico, cobrem-se de verde e amarelo e torcem pelo Brasil como se soubessem quem é a bola. Mas, desta vez, está difícil até para elas. Exceto por Kaká e, talvez, Robinho e Julio César, não creio que saibam sequer identificar os outros jogadores -todos monotonamente parecidos, de cabeça raspada, brinquinho na orelha e falando “toicida” em vez de “torcida”.

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Abaixo você assiste ao vídeo “Juventude e Organização da Campanha” produzido por nós através da coordenação de comunicação da JPT.

Dividido em três partes, ou três tarefas principais, 1) O debate sobre programa de governo; 2) A necessidade de comunicarmos nossas opiniões; e 3) A nossa mobilização neste período; o vídeo conta com a participação de dirigentes nacionais da JPT.

Assista e divulgue!

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No artigo abaixo discutimos os elementos centrais de um programa de governo de juventude de Dilma Roussef, que tem sido objeto de discussão num grupo de trabalho composto pela JPT e as demais juventudes partidárias aliadas. Os elementos aqui levantados também tem como objetivo contribuir na construção dos programas dos candidatos petistas e/ou aliados nos estados, que estão realizando seus encontros da JPT.

Por Carla Bezerra e Eduardo Valdoski

O ano de 2010 será pautado pela polarização entre dois projetos para o Brasil. Estará em jogo o avanço do projeto democrático e popular, representado pela companheira Dilma. Por outro lado, está presente a ameaça de retrocesso ao projeto neoliberal, com suas privatizações e criminalizações dos movimentos sociais, representado pela candidatura do PSDB/DEM.

A Juventude do PT, compreendendo a dimensão das tarefas deste ano e o seu impacto para o futuro do Brasil e de sua juventude, abriu o ano com um intenso processo de mobilização e debate. O Encontro Nacional da JPT, realizado em janeiro aprovou uma resolução com as diretrizes de juventude que apresentaremos para compor o programa de governo da companheira Dilma (disponível em: http://jpt.org.br/publicacoes/upload/resolucao-enjpt-2010.pdf).

Juventude e sua dimensão estratégica

A resolução tem como eixo condutor a definição da dimensão estratégica da juventude para o desenvolvimento econômico e social do Brasil. Ela se dá a partir da compreensão de que a juventude é o segmento etário que sofre mais intensamente as contradições do capitalismo. São aqueles que ocupam os trabalhos mais precários, instáveis, inseguros e com menores salários, concentram índices de desemprego e informalidade acima da média da população economicamente ativa. Ainda, são aqueles mais expostos à violência urbana e a mortes violentas.

O perfil da juventude brasileira é o de uma juventude trabalhadora e predominantemente pobre. De acordo com dados IBGE/PNAD 2006, mais de 90% dos jovens brasileiros vivem em famílias com renda de até 2 salários mínimos per capita. Ainda conforme esse dados, 66% da população entre 14 e 29 anos trabalha ou procura trabalho, parte desses tendo que conciliá-lo com os estudos.

A temática de juventude ganha ainda mais destaque ao se verificar que atualmente a juventude encontra-se no seu pico populacional constituindo cerca de um quarto da população brasileira. Trata-se do maior número de jovens da história do país e que representará durante um longo período um contingente expressivo da população.

Não é possível, portanto, pensar o desenvolvimento econômico e inclusão social do país sem considerar a juventude. Está colocado para o próximo governo o desafio de avançar rumo a outro modelo de desenvolvimento, capaz de estabelecer novas relações sociais no Brasil, com a superação de desigualdades sociais e econômicas combinadas ao fortalecimento da democracia de da participação popular.

Diretrizes para a ação

Se temos uma juventude sobretudo trabalhadora, parte expressiva dos dilemas e demandas dos jovens estão justamente na conciliação do tempo entre trabalho e estudo. Portanto, é uma premissa básica para o nosso projeto o de articular políticas públicas que garantam ao jovem mecanismos de poder se poder se dedicar aos estudos, sem que a sua condição social seja um impeditivo, de modo que sua inserção produtiva se dê posteriormente e em melhores condições. Essa agenda deve estar articulada com a noção de direito ao tempo livre, ao maior acesso à cultura, a espaços de participação e socialização, fundamentais para um período de definição de identidade e formação.

Na área da educação, temos que hoje o principal gargalo é constituído pelo Ensino Médio, nível no qual há uma brusca redução de matrículas comparado ao ensino fundamental e uma alta taxa de evasão escolar. Isso se deve não apenas ao fato de que muitos jovens deixam de estudar para trabalhar, mas também em função do descolamento da realidade da escola em relação à vida e aos anseios dos jovens.

É preciso repensar a própria função do Ensino Médio, combinando-se a isso políticas de correção da defasagem idade/série, e a integração dos programas sociais ao cotidiano escolar. Políticas de cultura, de integração e mobilidade, de esporte e lazer, dentre outras, devem estar articuladas com a realidade e cotidiano do processo de aprendizagem e construção da cidadania.

No âmbito do trabalho, é preciso fortalecer a agenda de promoção do trabalho decente, combatendo mecanismos de precarização e flexibilização das relações de trabalho, aos quais os jovens estão mais expostos. É preciso pensar uma política de assistência estudantil para a educação básica, que garanta ao jovem condições de evitar a entrada precoce e precária no mundo do trabalho.

São esses elementos que devem orientar nossa ação política e construção da campanha no próximo período. A aprovação da resolução foi apenas o início de um processo mais amplo de debates, para garantir o enraizamento e aprofundamento de propostas a partir das diretrizes do programa de governo.

Os desdobramentos se dão agora nos Estados, onde deve ser debatido também a dimensão e programas locais, articulados a nossa intervenção nacional. Para além disso, os encontros estaduais devem também ter a capacidade de incidir sobre a campanha geral, garantindo o espaço para a intervenção da juventude no programa e na mobilização da campanha. Devemos buscar ao máximo mostrar a nossa cara, pensando comitês de juventude e atividades capazes de pautar nossas bandeiras, de modo dar protagonismo aos nossos militantes e conquistar corações e mentes de milhares de jovens para o nosso projeto de mudanças do Brasil.

Carla Bezerra e Eduardo Valdoski são membros da Direção Nacional da JPT

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“Oh! Minha romântica senhora Tentação”, este para mim é um dos versos mais bem construídos da música brasileira. Ela faz parte da canção “Senhora Tentação” de Silas de Oliveira, que também fez o belo samba-enredo da Império Serrano, “Aquarela Brasileira”, que fala das belezas de nosso país.

Ela é romântica, mas não é melosa, como o pagode dos dias atuais. Só para contrariar os racistas de todos os tipos, ela foi eternizada na voz de negro e favelado CARTOLA.

Uma pena que não achei uma versão com ele no You Tube, mas fica aqui a letra e a versão com Fabiana Cozza. Samba da melhor qualidade e com a marca e cor do nosso povo.

Senhora Tentação

Cartola

Composição: Silas de Oliveira

Sinto abalada minha calma,
Embriagada minha alma,
Efeitos da tua sedução,
Oh! Minha romântica senhora Tentação,
Não deixes que eu venha a sucumbir,
Neste vendaval de paixão.
Jamais pensei em minha vida,
Sentir tamanha emoção,
Será que o amor por ironia,
Move esta fantasia vestida de obsessão,
A ti confesso que me apaixonei,
Será uma maldição, não sei,
Sinto abalada minha calma,
Embriagada minha alma,
Efeitos da tua sedução,
Oh! Minha romântica senhora Tentação,
Não deixes que eu venha a sucumbir,
Neste vendaval de paixão.
Jamais…

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Recebi uma mensagem muito importante do nosso companheiro Estavão Cruz, coordenador geral do DCE da Universidade Federal de Minas Gerais. Trata-se da decisão do Conselho Universitário daquela instituição de aderir ao novo Enem.

Segundo Estevão, a reunião do Conselho Universitário, que foi antecedida por um ato público que reuniu cerca de 300 estudantes, aprovou a adesão por 32 votos a favor e 18 contra.

A entrada da UFMG no novo Enem já se dará no processo seletivo de 2011 e reforça o novo sistema, que tem como característica ser um exame mais vinculadado a realidade da juventude brasileira, exigindo conhecimento ao invés da velha forma da decoreba. O novo Enem é um primeiro passo na luta pelo fim do vestibular.

Para o reitor da UFMG, o reitor Clélio Campolina “todos reconhecemos que o Enem é um avanço em relação ao sistema convencional, por ser um exame nacional, progressista, de boa qualidade, que dá oportunidade a todos os estudantes secundaristas do Brasil”.

Parabéns a gestão Outras Palavras do DCE da UFMG que foi eleita apresentando a luta pela adesão ao novo Enem como um dos pontos importantes do seu programa.

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Foto: Rossana LanaLogo que saí da Secretaria Municipal da JPT de São Paulo, em 2005, tive uma rápida passagem pelo Coletivo Estadual, na segunda gestão do companheiro Ramon Szermeta a frente da Secretaria da JPT Paulista.

Foi um período rápido, de pouco mais de um ano, no entanto, muito intenso, pois coincidiu com o período de preparação e campanha das eleições 2006. Além da campanha pelo voto aos 16 anos, que já divulguei no post “Começa a campanha pelo voto aos 16 anos do TSE, conheça alguns materiais já produzidos pela JPT”; fizemos reuniões em cerca de 12 macrorregiões do estado para discutir o programa de governo de juventude, o interessante dessas reuniões é que foram acompanhadas pelas diversas tendências que compunham a gestão, ou seja, foi um processo muito coletivo.

Fruto desse processo e também a partir do estudo da realidade dos jovens no estado de São Paulo, produzimos o Programa de Governo de Juventude do companheiro Aloizio Mercadante. Este material pode ajudar a nossa militância a ver como estruturar o Programa de Governo de nossas candidaturas nos estados.

O segundo material trata-se da cartilha “13 pontos para fazer nossa estrela brilhar – Organizando a campanha petista na juventude”; que produzimos na época e que reúne um conjunto de dicas e orientações de como organizar a campanha de juventude nos municípios.

Nela, além da conquista do voto dos jovens está presente a preocupação de conseguir organizar o saldo político da campanha para a organização da Juventude do PT. É, portanto, uma boa ferramenta para pensarmos as nossas campanhas nos estados e particularmente a construção dos comitês de juventude pró-Dilma.

Programa de Governo de Juventude Mercadante (2006)

Cartilha “13 pontos para fazer nossa estrela brilhar – Organizando a campanha petista na juventude”

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